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Uma reavaliação do retorno do investimento em educação na economia portuguesa

Ano de Divulgação 
2017
Resumo 
Este artigo apresenta uma descrição da evolução dos retornos privados do investimento em educação na economia portuguesa, ao longo do período compreendido entre 1986 e 2013. Os retornos são estimados na média e em diferentes pontos da distribuição condicional dos salários, separadamente para homens e mulheres. Os resultados obtidos apontam para a existência de retornos relativamente elevados, em particular no caso das mulheres, e para o seu aumento ao longo da distribuição de salários. Os retornos aumentaram no período de 1986 a 2013, sobretudo na década de 1990. São igualmente apresentadas estimativas para o prémio salarial associado a graus de escolaridade específicos, mostrando que os retornos são particularmente elevados no caso do ensino superior. Nas primeiras décadas em análise, em termos relativos, o prémio associado à conclusão do nono ano de escolaridade era inferior ao referente ao ensino secundário, mas no período mais recente tal diferença é negligenciável. Em suma, os resultados aqui apresentados sugerem que o investimento individual em educação continua a ser rentável. Este facto deve ser tido em conta pelos decisores de política, em conjunto com os retornos sociais do investimento em educação, aquando da formulação de políticas e esquemas de incentivos.
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