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Um modelo com fricções financeiras e um sistema bancário para a economia Portuguesa

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Ano de Divulgação 
2017
Resumo 
A recente crise financeira tornou clara a importância das ligações entre o setor financeiro e a macroeconomia, não só por estar na origem da crise mas também por ter representado um papel determinante na propagação do choque inicial para outros setores das economias. Assim, verificou-se uma reavaliação sobre a necessidade de introdução de fricções financeiras naquele que se tornou o modelo estrutural macroeconómico de referência. Em consequência, verificou-se um aumento dos contributos para a literatura que introduzem fricções financeiras em modelos estruturais. A introdução de fricções financeiras em modelos Neo-Keynesianos dinâmicos de equilibrio geral abriu a possibilidade de os usar para estudar novas questões mas também enriqueceu o mecanismo de transmissão dos choques nestes modelos. Neste artigo, calibramos para a economia Portuguesa um modelo dinâmico de equilibrio geral de grande dimensão num ambiente de economia aberta que inclui fricções financeiras, denominado EAGLE-FLI. Este modelo baseia-se no enquadramento Neo-Keynesiano e incorpora fricções financeiras e sectores bancários específicos a cada país. A estrutura detalhada do modelo torna-o numa ferramenta adequada para avaliar o impacto macroeconómico de choques financeiros quer na economia doméstica quer os efeitos nos outros países. Nós simulamos choques para explorar os mecanismos de transmissão presentes no modelo e para avaliar o seu impacto macroeconómico. São analisados não apenas choques com origem no setor financeiro mas também é explorada a forma como as fricções financeiras são importantes na transmissão de outros choques no modelo.
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