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Segmentação

Ano de Divulgação 
2012
Resumo 
A segmentação está no centro dos problemas que afetam o mercado de trabalho português. O número cada vez maior de trabalhadores com contratos a prazo – mais de um quinto dos trabalhadores assalariados – suporta a maioria dos inevitáveis e contínuos custos de ajustamento da economia. De um modo geral, os mercados segmentados são ineficazes; o lado mais forte do mercado monopoliza as rendas geradas em detrimento do lado mais fraco. Nos mercados de trabalho, onde o serviço transacionado tem vontade própria, as consequências da segmentação são ainda mais prejudiciais. A rotação contínua de certos trabalhadores e os salários comparativamente mais baixos geram um ciclo vicioso de subinvestimento em educação e formação que aprisiona a economia num equilíbrio de baixa produtividade. O sucesso a longo prazo da economia portuguesa depende da interrupção deste ciclo vicioso. A criação de um mercado de trabalho moderno assente em mecanismos de reputação, baseados no mercado, e a simplificação das relações laborais ao abrigo de um contrato único constituem a única saída economicamente eficiente e justa para a geração que mais capital humano acumulou.
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