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A rede financeira da área do euro e a necessidade de uma melhor integração

Autores 
Nuno Silva
Ano de Divulgação 
2015
Resumo 
Aquando da introdução do euro, pensava-se que restrições ao nível da balança de pagamentos desapareceriam. Contrariamente a esta visão dominante, os fluxos de capital deixaram de ser direcionados para os países com elevados défices no seguimento da crise financeira. Compreender a razão por detrás do surgimento deste tipo de restrições financeiras dentro de uma união monetária é crucial dado o seu impacto na afectação de recursos. Este artigo conclui que a rede de relações bilaterais na área do euro assemelha-se a uma junção de redes ao nível nacional ligadas ao exterior sobretudo por via dos bancos e dos governos, dois setores significativamente interligados, excessivamente dependentes da atividade doméstica e para os quais o incumprimento e/ou renegociação das suas obrigações creditícias é uma forma muito complexa de restaurar o respetivo equilíbrio orçamental. Este facto, tal como observado no caso de Portugal, conduz à amplificação de choques negativos dentro de cada país. O artigo conclui que é essencial mitigar o impacto provocado pela sobre-exposição dos bancos residentes a agentes residentes, e consequente subdiversificação de portefólio, no fluxo de financiamento entre instituições financeiras com excesso de poupança e o setor não financeiro, independentemente do país da área do euro em que estes estejam localizados. A expansão da atividade internacional dos bancos, preferencialmente através de sucursais, poderá ser uma forma de resolver o problema. O mercado de fusões e aquisições entre bancos da área do euro tem no entanto mostrado pouco dinamismo. Adicionalmente, o surgimento de bancos pan-europeus poderá contribuir para criar instituições demasiado grandes e complexas. Em alternativa, este artigo sugere que o mercado de securitizações poderá ser uma forma eficiente de resolver o problema identificado.
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