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O prémio de risco acionista no S&P500

Authors 
Ano de Divulgação 
2018
Resumo 
Este artigo usa um modelo estrutural de valorização de ativos contingentes baseado em fluxos de caixa livres para o acionista de forma a inferir o prémio de risco implícito nas ações do S&P500. Este exercício é feito ao nível agregado com frequência mensal para o período entre 1999 e 2017. Os resultados obtidos são comparados com os que resultam do tradicional modelo de valorização de ações baseado em fluxos de caixa para o acionista com crescimento constante. São consideradas duas hipóteses relativamente às expetativas de crescimento dos fluxos de caixa da empresa, as quais levam a resultados ligeiramente diferentes. Definindo a taxa de crescimento com base na taxa de juro implícita às obrigações a 30 anos dos E.U.A., obteve-se um prémio de risco em dezembro de 2017 de 4,6%, muito próximo do valor mínimo da série. No entanto, definindo as mesmas expetativas com base nas previsões de resultados de 3 a 5 anos elaboradas por analistas, obteve-se um prémio de risco de 5,2%, um valor mais próximo da média da série, a qual foi de 5,9% em ambos os casos. Nos dois casos observa-se uma tendência de diminuição do prémio de risco implícito nas ações. O maior prémio de risco obtido no segundo caso é justificado pelo recente afastamento entre as previsões dos analistas e a taxa de juro de longo prazo. Este afastamento pode ser o resultado do otimismo dos analistas relativamente ao desempenho futuro das empresas, mas pode também estar relacionado com o nível anormalmente baixo das taxas de juro de longo prazo que se observa atualmente.
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