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Mobilidade do Rendimento das Famílias na União Europeia e em Portugal: uma Análise de Eventos no

Ano de Divulgação 
2014
Resumo 
Este artigo pretende avaliar o impacto de transições no mercado de trabalho e de alterações na composição dos agregados familiares sobre a mobilidade do rendimento em Portugal e na União Europeia. A análise conjuga dois conceitos de mobilidade do rendimento: as variações percentuais de rendimento dos agregados familiares e as alterações na posição relativa de cada agregado familiar na distribuição do rendimento. Tendo por base microdados longitudinais para o período 2004-2008, o artigo evidencia o papel das transferências sociais e da agregação dos rendimentos ao nível da família no amortecimento dos choques sobre os indivíduos. Os eventos identificados têm um impacto relevante sobre a mobilidade do rendimento. A título de exemplo, na União Europeia, as estimativas pontuais sugerem que no caso de famílias em que aumenta o número de desempregados a queda média do rendimento familiar é de cerca de 19 por cento. No caso em que indivíduos transitam de uma situação de emprego para uma situação de reforma, a queda média do rendimento familiar é de cerca de 6 por cento. As estimativas correspondentes para Portugal não são estatisticamente diferentes das obtidas para a União Europeia. Adicionalmente, o artigo revela alguma heterogeneidade no impacto daqueles choques ao longo da distribuição do rendimento.  
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