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Empréstimos não produtivos e oferta de crédito: Evidência para Portugal

Autores 
Rui Silva
Carla Marques
Ricardo Martinho
Ano de Divulgação 
2020
Resumo 
Este artigo analisa o impacto dos empréstimos não produtivos (NPL do termo inglês nonperforming loans) no balanço dos bancos portugueses na oferta de crédito às sociedades não financeiras no período 2009-2018. Explorando a granularidade da Central de Responsabilidades de Crédito portuguesa, concluímos que, ao controlar pela procura de crédito e por diversas características dos bancos, não existe evidência que o rácio de NPL por si só tenha tido impacto na oferta de crédito bancário às empresas sem incumprimento neste período. Este resultado é robusto a diferentes especificações econométricas e aplica-se aos períodos de crise e pós-crise bem como independentemente da dimensão da empresa. No entanto, constatamos que a relevância do rácio de NPL dos bancos difere de acordo com o perfil de risco de crédito dos devedores, nomeadamente, que bancos com rácio de NPL mais elevado concederam mais crédito a empresas com risco de crédito elevado, embora não tenha sido encontrada qualquer diferenciação para as empresas com risco de crédito baixo ou médio. Finalmente, exploramos também a margem extensiva do crédito e verificamos que um nível mais elevado de NPL no balanço dos bancos esteve associado a uma menor propensão para iniciar novas relações de crédito no período pós-crise.
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