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O valor da confiança no dinheiro

Nova exposição temporária no Museu do Dinheiro

28 de novembro de 2018 a 23 de fevereiro de 2019

O dinheiro é um instrumento essencial ao funcionamento da economia e da sociedade. Bens, serviços, salários, impostos ou multas, todos têm o seu valor definido numa determinada quantidade de moeda. E o valor dessa moeda depende tanto das garantias que os bancos centrais e os Estados oferecem, como da confiança que inspira junto dos cidadãos.

Sem confiança, o dinheiro não tem valor. Mas sem uma moeda sólida, a confiança deteriora-se. Neste contexto, o Banco de Portugal desempenha um papel fundamental na conservação e reafirmação da confiança no valor da moeda em várias frentes. O combate à contrafação é uma delas.

É sobretudo através do Centro Nacional de Contrafações que o Banco de Portugal colabora mais ativamente no esforço coletivo de prevenção e de combate à contrafação do euro. Frequentemente invisível, este é um esforço desenvolvido em conjunto com vários parceiros nacionais e internacionais, como a Polícia Judiciária, os bancos centrais do Eurosistema, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia, numa rede em larga escala que ultrapassa mesmo o universo do euro.

Presente e passado entrecruzam-se nesta exposição, onde se exploram os temas da confiança, da segurança e da contrafação, da Antiguidade aos nossos dias. Instrumentos e equipamentos atuais, lado a lado com documentos e objetos históricos extraordinários, permitem contextualizar os temas, testar na prática o dinheiro que usamos todos os dias, descobrir as marcas e os segredos que conferem genuinidade à moeda e nota e reconhecer as características físicas que fazem do euro um meio de pagamento seguro e confiável.

A narrativa da exposição foi construída com a colaboração de um conjunto alargado de entidades - Polícia Judiciária, Arquivo Nacional Torre do Tombo, Biblioteca Nacional, Museu de Metrologia, Imprensa Nacional Casa da Moeda e Ministério dos Negócios Estrangeiros, que cederam diversos objetos e materiais, incluindo toda a documentação do famoso caso de fraude “Angola e Metrópole” (conhecido como “caso Alves dos Reis”). Este processo judicial será aqui exibido publicamente pela primeira vez, após um trabalho de restauro levado a cabo com o apoio do Banco de Portugal, que irá permitir também no futuro a sua disponibilização integral online.

Para mais informações sobre a exposição e a programação cultural e educativa associada: www.museudodinheiro.pt

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