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Economia numa imagem

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Uma redução salarial não antecipada implica uma queda no consumo, mais acentuada nas famílias de menor rendimento

05.03.2021

Economia numa imagem: Uma redução salarial não antecipada implica uma queda no consumo, mais acentuada nas famílias de menor rendimento

 

 

No início do programa de assistência económica e financeira a Portugal os salários dos trabalhadores do setor público registaram cortes significativos. Estes choques no rendimento não foram antecipados e foram apercebidos pelas famílias como choques de natureza persistente. Tendo em conta que o choque afetou de forma heterogénea os diferentes concelhos em Portugal, é possível estimar a resposta do consumo à redução de rendimento resultante dos cortes salariais no período 2011-2012. Para o total das famílias o impacto imediato dessa redução salarial no consumo foi de 0,8% por cada 1% de queda no rendimento. Ao fim de 12 meses, a queda acumulada no consumo era de cerca de metade da variação registada no rendimento.

 

O efeito no consumo foi tanto mais expressivo quanto menor o escalão de rendimento a que os trabalhadores pertenciam. No escalão de rendimento mais elevado, o impacto negativo no consumo apenas foi significativo no período inicial enquanto nos escalões de rendimento mais baixo o impacto no consumo foi persistente e de magnitude superior.

 

Para mais detalhes ver Alves, N., F. Cardoso e M. Pereira (2020), “Heterogeneous response of consumers to income shocks throughout a financial assistance program”. Banco de Portugal Working Paper 18.

 

Preparado por Nuno Alves, Fátima Cardoso e Manuel Pereira. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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