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Economia numa imagem

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Nas últimas três décadas os contributos da produtividade total dos fatores para o crescimento do PIB em Portugal foram inferiores à média da UE28

22.01.2021

Economia numa imagem: Nas últimas três décadas os contributos da produtividade total dos fatores para o crescimento do PIB em Portugal foram inferiores à média da UE28

A expansão da produtividade total dos fatores (TFP) reflete a capacidade de uma economia crescer para além da acumulação dos fatores produtivos capital e trabalho e é normalmente estimada como parte de um exercício de contabilidade do crescimento. Se assumirmos que todas as economias podem ter acesso à mesma tecnologia é possível estimar uma fronteira internacional de produção e decompor a TFP como o contributo do progresso tecnológico (mudanças na posição da fronteira) e variações na eficiência (mudanças na distância de cada economia face à fronteira). O progresso tecnológico corresponde a técnicas mais produtivas, por exemplo associadas a inovações, enquanto as melhorias na eficiência correspondem a melhores arranjos institucionais e organizacionais, ou seja, um uso mais eficiente do nível de fatores produtivos existente e da tecnologia.

Os resultados de um exercício de contabilidade do crescimento para os países da União Europeia (UE28) sugerem que, nas últimas três décadas, os contributos da TFP para o crescimento do PIB em Portugal foram inferiores à média da UE28. Este desempenho resultou principalmente da evolução da eficiência, que apresentou contributos negativos em todas as décadas, com destaque para o período 1999-2008. Os níveis de eficiência da economia portuguesa foram inferiores aos da média da UE28 em todos os períodos, o que evidencia a existência de um amplo espaço para melhoria na utilização e afetação dos recursos disponíveis em Portugal. 

 

 

Para mais detalhes ver João Amador e António R. dos Santos (2020), Inputs, tecnologia e eficiência: A economia portuguesa nas últimas três décadas, publicado na Revista de Estudos do Banco de Portugal (Vol. 6, N. 4).

 

Preparado por João Amador e António Santos. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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