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Economia numa imagem

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O teletrabalho aumentou durante a pandemia, sobretudo nos indivíduos mais escolarizados

20.11.2020

Economia numa imagem: O teletrabalho aumentou durante a pandemia, sobretudo nos indivíduos mais escolarizados

O teletrabalho constituiu uma opção adotada pelas empresas para atenuar os efeitos negativos sobre a atividade de uma situação de confinamento como a verificada no segundo trimestre de 2020. As características das várias profissões traduzem-se em diferenças quanto à propensão de distintos grupos de trabalhadores beneficiarem do teletrabalho, continuando, assim, empregados e sem quebra de rendimento.

A incidência do teletrabalho foi muito mais elevada nos indivíduos com maior escolaridade e maior remuneração do trabalho. Nos indivíduos com nível de escolaridade inferior ao ensino secundário, a parcela em teletrabalho foi de 6,5% no segundo trimestre do ano. Esta proporção aumenta para mais de 20% nos indivíduos com ensino secundário e ultrapassa os 60% nos indivíduos com ensino superior. A menor utilização do teletrabalho pelos trabalhadores menos escolarizados e com remunerações inferiores é uma dimensão adicional em que a crise pandémica levanta questões de desigualdade.

 

Para mais detalhes, ver Secção 3.1 “A utilização do teletrabalho em Portugal” publicada no Boletim Económico do Banco de Portugal de outubro de 2020.

 

Preparado por Sónia Cabral e Ana Catarina Pimenta. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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