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Economia numa imagem

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Estima-se que as medidas orçamentais associadas à pandemia em Portugal tenham um impacto significativo no défice orçamental

16.10.2020

Economia numa imagem: Estima-se que as medidas orçamentais associadas à pandemia em Portugal tenham um impacto significativo no défice orçamental

Na sequência da crise pandémica, Portugal adotou, tal como outros países, medidas orçamentais muito significativas. Estima-se que o impacto direto destas medidas no défice de 2020 se situe em 2,7% do PIB. Esta quantificação não considera o impacto dos estabilizadores automáticos nem de outros efeitos de segunda ordem e tem associado um grau de incerteza superior ao habitual. Cerca de um terço deste impacto ocorreu no primeiro semestre de 2020. Em termos de composição, a medida mais significativa é o layoff simplificado que, em conjunto com as medidas que o sucederam a partir de agosto, deverá atingir 0,9% do PIB (incluindo a isenção de contribuições sociais). Outras medidas com custos significativos são a despesa adicional na área da saúde, o auxílio estatal à TAP e a suspensão parcial dos pagamentos por conta de IRC.

A dimensão deste pacote orçamental é superior à do apresentado em Portugal como resposta à crise financeira de 2008/2009, que atingiu cerca de 1,2% do PIB. É, no entanto, inferior ao estímulo orçamental implementado na área do euro em 2020, que o European Fiscal Board estimava no início de julho situar-se em 4% do PIB.

 

Para mais detalhes consultar a secção 2.2 da parte III do Boletim Económico de outubro 2020 do Banco de Portugal.

 

Preparado por Lara Wemans. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade do autor e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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