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Economia numa imagem

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Desde 2013, a inflação subjacente na área do euro tem sido inferior à projetada 

27.12.2019

Desde 2013, a inflação subjacente na área do euro, medida pelo IHPC excluindo bens energéticos e alimentares, tem apresentado valores em torno de 1%. No gráfico apresenta-se o perfil observado para o IHPC excluindo bens energéticos e alimentares e cada linha a amarelo representa a projeção para esta variável realizada pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Eurosistema nos sucessivos exercícios de projeção. Assim, é possível concluir que o perfil projetado para a inflação subjacente tem sido muito superior ao comportamento observado.

Face a estes desenvolvimentos, a literatura económica tem apresentado várias explicações para a baixa inflação na área do euro. Entre elas, é possível destacar a medição incorreta da posição cíclica da economia, o enfraquecimento do canal de transmissão entre salários e preços, a globalização, a inovação tecnológica, o baixo nível de expectativas de inflação a prazo mais longos e o contexto de taxas de juro persistentemente baixas. O contributo individual de cada um destes argumentos é difícil de avaliar, mas todos sugerem que a inflação na área do euro tenderá a permanecer abaixo do objetivo de estabilidade de preços do BCE, o que coloca importantes desafios à condução de política monetária no futuro próximo.

 

Para mais detalhes consultar a Caixa 2 “Baixa inflação na área do euro: possíveis causas, publicada no Boletim económico do Banco de Portugal de dezembro de 2019.

 

Preparado por Alexandre Carvalho. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade do autor e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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