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Economia numa imagem

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A produtividade individual das empresas evoluiu de forma mais favorável do que a produtividade agregada no período 2014-2018

21.01.2022

Economia numa imagem: A produtividade individual das empresas evoluiu de forma mais favorável do que a produtividade agregada no período 2014-2018

A evolução agregada da produtividade traduz não só diferentes evoluções em termos setoriais, mas, sobretudo, comportamentos muito distintos ao longo das distribuições da produtividade e do emprego. A evolução da produtividade agregada resulta da evolução da variável em cada uma das empresas consideradas individualmente, mas é também influenciada pelas trajetórias de empresas com diferentes pesos no emprego, bem como pela reafetação do fator trabalho entre empresas com diferentes produtividades.

No período 2014-2018, a produtividade agregada variou 0,6 por cento, em média anual. Este valor pode ser decomposto num contributo positivo (5,5 pontos percentuais) da variação da produtividade das empresas incumbentes consideradas individualmente, ou seja, excluindo o impacto da afetação do fator trabalho entre empresas incumbentes, e num contributo negativo (-4,8 pontos percentuais) da interação entre produtividade e emprego. Este último efeito de estrutura resultou de uma variação da produtividade relativamente maior nas empresas com menor peso no emprego e de uma perda de peso no emprego por parte das empresas mais produtivas. Por seu turno, o contributo da demografia empresarial (entrada e saída de empresas do mercado) foi diminuto, correspondendo a -0,1 pontos percentuais. Estes resultados são qualitativamente comuns aos diferentes setores de atividade e alertam para a necessidade de promover uma correta alocação dos recursos na economia, através do bom funcionamento dos mercados e das políticas públicas.

 

Para mais detalhes, ver Tema em destaque “Dinâmica da produtividade por trabalhador nas empresas portuguesas no período 2014-2019”, Boletim Económico de dezembro de 2021 do Banco de Portugal.

 

Preparado por João Amador, Fernando Martins, Manuel Coutinho Pereira, Ana Catarina Pimenta e Domingos Seward. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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