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Economia numa imagem

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A redução do investimento e o aumento do financiamento permitiu às empresas portuguesas aumentar as reservas de liquidez em 2020

21.05.2021

Economia numa imagem: A redução do investimento e o aumento do financiamento permitiu às empresas portuguesas aumentar as reservas de liquidez em 2020

Em 2020, o rácio entre a caixa e o ativo das empresas pertencentes à amostra do Inquérito Trimestral às Empresas não Financeiras (ITENF) aumentou 2,1 pp, mais 1,3 pp do que em 2019, fixando-se em 13,2% do ativo. O maior aumento da caixa em 2020 resultou de menores saídas associadas a investimento e a financiamento, que passaram de -4,5% e -3,9% do ativo para -3,5% e -3,0%, respetivamente. A diminuição das saídas de caixa para investimento é consistente com a incerteza sobre a evolução da procura. A diminuição das saídas de caixa associadas a financiamento reflete a redução dos encargos com o serviço da dívida para empresas que recorreram a moratórias e o aumento do financiamento bancário, em parte associada a empréstimos com garantia pública. Estes efeitos mais do que compensaram a redução dos fluxos de caixa operacionais de 9,2% para 8,5% do ativo. A redução do fluxo de caixa operacional ficou a dever-se à forte redução da margem bruta (6,9% do ativo), que resultou da quebra da atividade em 2020, a qual foi em parte compensada por uma forte redução dos gastos com fornecimentos e serviços externos (4,5% do ativo).

 

Para mais detalhes consultar o Tema em destaque “A evolução da liquidez das empresas durante a pandemia”, publicado no Boletim Económico do Banco de Portugal, de maio de 2021.

 

Preparado por Nuno Silva e Pedro Moreira. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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