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Economia numa imagem

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A recomendação macroprudencial de julho de 2018 contribuiu para conter o crescimento do crédito à habitação

30.04.2021

Economia numa imagem: A recomendação macroprudencial de julho de 2018 contribuiu para conter o crescimento do crédito à habitação

A medida macroprudencial implementada pelo Banco de Portugal em julho de 2018 recomenda a adoção de critérios prudentes na avaliação de solvabilidade dos mutuários, de forma a limitar a concessão de crédito a mutuários com um perfil de risco mais elevado. Em particular, a medida abrange as novas operações de crédito às famílias e introduz limites aos rácios LTV (loan-to-value, na sigla inglesa) e DSTI (debt-service-to-income, na sigla inglesa), à maturidade e um requisito de pagamentos regulares de juros e capital. Ao definir padrões prudentes na avaliação de solvabilidade dos mutuários, a medida visa aumentar a resiliência do setor financeiro a choques adversos e promover o financiamento sustentável por parte das famílias.

Uma questão importante relacionada com a implementação deste tipo de medidas é a avaliação dos potenciais efeitos de curto prazo no mercado de crédito. Para os avaliar, é construído um cenário contrafactual – uma representação do que poderia ter acontecido caso a medida não tivesse sido introduzida. O cenário contrafactual sugere que as novas operações de crédito à habitação continuariam a crescer na ausência da medida, ao passo que os dados observados mostram que as novas operações de crédito desaceleraram após a sua introdução. A diferença entre o contrafactual e a trajetória observada das variáveis aumenta ao longo do tempo e, 4 meses após a introdução da recomendação macroprudencial, há evidência de que esta contribuiu para conter o volume de novas operações de crédito à habitação.

 

Para mais detalhes ver Daniel Abreu e Joana Passinhas (2021) “Os efeitos agregados de curto prazo de uma medida macroprudencial”, publicado na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal, vol. VII, n.º 2.

 

Elaborado por Daniel Abreu e Joana Passinhas. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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