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Economia numa imagem

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A atividade empresarial foi menos afetada no atual confinamento mas mantiveram-se as diferenças entre setores

16.04.2021

Economia numa imagem: A atividade empresarial foi menos afetada no atual confinamento mas mantiveram-se as diferenças entre setores

 

A terceira vaga da pandemia COVID-19 implicou um novo confinamento geral em Portugal no início de 2021. Comparativamente a abril de 2020 (primeiro confinamento geral), os resultados da edição de fevereiro do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (INE e Banco de Portugal) mostram que o atual confinamento está a ter um menor impacto na atividade das empresas. 

Na primeira quinzena de fevereiro de 2021, as empresas respondentes registaram uma redução de 18% no volume de negócios, face à situação sem pandemia. Esta quebra corresponde a cerca de metade da variação reportada em abril de 2020. A diferenciação setorial manteve-se, com os setores dos serviços que envolvem contactos pessoais a apresentarem quedas mais significativas. O alojamento e restauração destaca-se pela quebra acentuada, quase idêntica à observada durante o primeiro confinamento. As empresas também registaram um impacto negativo no pessoal efetivamente a trabalhar, referindo uma redução de 10% face ao nível sem pandemia. Esta quebra representa cerca de um terço da variação reportada em abril de 2020. 

O menor impacto do atual confinamento poderá ser explicado pela capacidade de adaptação e aprendizagem dos agentes económicos e pelo enquadramento internacional mais favorável, refletindo a menor sincronização da situação pandémica a nível europeu e o dinamismo das economias asiáticas e americana.

 

 

Para mais detalhes consultar a Caixa 1 “O impacto do atual confinamento geral na economia portuguesa” do Boletim Económico do Banco de Portugal de março de 2021 e Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19, fevereiro de 2021, disponível nos sites do Banco de Portugal e do INE.

 

Preparado por Ana Sequeira. As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade da autora e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

 

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