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Esclarecimento do Governador do Banco de Portugal

Na sequência das notícias publicadas pela revista Sábado e pelo Jornal Económico, o Governador do Banco de Portugal esclarece o seguinte:

  1. Entre abril de 2004 e setembro de 2006, o Governador exerceu funções de administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), tendo sido responsável pelas áreas de marketing e internacional da instituição. Durante todo o período em que exerceu funções de administrador na CGD, o Governador não teve responsabilidades nas áreas de crédito, risco, acompanhamento de clientes ou de controlo e auditoria interna.
  2. Tendo em conta que o seu mandato na CGD está incluído no período que foi objeto de análise na auditoria da EY à CGD (2000-2015), o Governador comunicou ao Conselho de Administração do Banco de Portugal a sua intenção de não participar nas decisões do Banco de Portugal decorrentes das conclusões desta auditoria, tendo o Conselho de Administração aceite este motivo de escusa;
  3. O Governador reitera que está totalmente disponível, como sempre esteve, para prestar todos os esclarecimentos que a Assembleia da República entender necessários, designadamente sobre os termos da sua participação nos órgãos colegiais que aprovaram as operações que são objeto da auditoria da EY à CGD.

O Banco de Portugal está a considerar toda a informação contida na auditoria da EY à CGD e daí retirará as consequências que se imponham.