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Nota de Informação Estatística - Posição de investimento internacional - setembro de 2020

O Banco de Portugal publica hoje, no quadro A.18 do Boletim Estatístico e no BPstat, as estatísticas da posição de investimento internacional (PII) relativas a setembro de 2020.

No final de setembro de 2020, a PII de Portugal situou-se em -208 mil milhões de euros, o que traduz uma redução da posição negativa em aproximadamente 5,9 mil milhões de euros em relação ao final de 2019 (Gráfico 1).

O detalhe das transações pode ser consultado na Nota de Informação Estatística da Balança de pagamentos.

Para a variação da PII contribuíram sobretudo as variações de preço (+8,6 mil milhões de euros), parcialmente compensadas pelas variações cambiais (-2,8 mil milhões de euros).

Relativamente às variações de preço, destaca-se, na componente de passivos, a desvalorização dos títulos de participação de capital, detidos por não residentes, e na componente de ativos, a valorização do ouro do Banco Central.

No caso das variações cambiais, verificou-se a depreciação do dólar americano, do real brasileiro e do kwanza, com impacto na redução do valor em euros dos ativos expressos nestas divisas detidos por residentes.

Apesar da redução nominal da posição negativa da PII, em percentagem do PIB1, observou-se um aumento dessa posição em 0,9 pontos percentuais, passando de -100,3 por cento no final de 2019, para -101,2 por cento em setembro. Esta variação resulta da redução do PIB.

A dívida externa líquida de Portugal, que resulta da PII excluindo, fundamentalmente, os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, foi, em setembro de 2020, de 179,7 mil milhões de euros. Em percentagem do PIB, a dívida externa líquida aumentou 3,2 pontos percentuais entre o final de 2019 e setembro de 2020. A dívida externa líquida passou de 84,3 para 87,5 por cento (Gráfico 2).

Próxima atualização: 17 fev. 2021


Nota

1 O valor nominal do PIB utilizado para o cálculo dos rácios corresponde ao divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Para o trimestre mais recente, caso este valor não esteja ainda disponível, é feita uma extrapolação do PIB nominal para esse trimestre com base na informação parcial divulgada pelo INE. Assim, a metodologia de cálculo tem em consideração o valor nominal do PIB do trimestre homólogo, a taxa de variação homóloga em volume divulgada pelo INE relativamente ao trimestre mais recente e o último valor da taxa de variação homóloga do deflator do PIB publicado pelo INE. No caso das séries relativas a posições, o valor nominal do PIB utilizado nos rácios corresponde ao valor acumulado dos últimos quatro trimestres, independentemente do trimestre a que diga respeito.