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Nota de Informação Estatística - Posição de investimento internacional - março de 2019

O Banco de Portugal publica hoje, no quadro A.18 do Boletim Estatístico e no BPstat, as estatísticas da posição de investimento internacional (PII) relativas a março de 2020.

No final de março de 2020, a PII de Portugal situou-se em -212,3 mil milhões de euros, o que traduz uma redução da posição negativa em aproximadamente 1,7 mil milhões de euros em relação ao final de 2019 (Gráfico 1). 

 

Para a variação da PII contribuíram sobretudo as variações de preço (+4 mil milhões de euros) parcialmente compensadas pelas transações (-1,2 mil milhões de euros), pelos outros ajustamentos (-0,8 mil milhões de euros) e pelas variações cambiais (-0,4 mil milhões de euros).

O detalhe das transações pode ser consultado na Nota de Informação Estatística da Balança de pagamentos.

Relativamente às variações de preço, salienta-se a desvalorização dos títulos de participação de capital detidos por não residentes, na componente de passivos da posição de investimento internacional, que foi superior à desvalorização das unidades de participação em fundos de investimento, na componente de ativos. 

Os outros ajustamentos decorrem sobretudo do encerramento de uma sucursal no exterior detida por uma entidade residente.

No período em análise, a PII em percentagem do PIB1 registou uma variação positiva de 0,6 pontos percentuais, passando de -100,8 por cento no final de 2019, para -100,2 por cento em março de 2020.

A dívida externa líquida de Portugal, que resulta da PII excluindo, fundamentalmente, os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, foi, em março de 2020, de 180,9 mil milhões de euros. Em percentagem do PIB, a dívida externa líquida, ao contrário da PII, aumentou 0,3 pontos percentuais entre o final de 2019 e março de 2020. A dívida externa líquida passou de 85,1 para 85,4 por cento (Gráfico 2).

Próxima atualização: 19 ago. 2020


Nota

1 O valor nominal do PIB utilizado para o cálculo dos rácios corresponde ao divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Para o trimestre mais recente, caso este valor não esteja ainda disponível, é feita uma extrapolação do PIB nominal para esse trimestre com base na informação parcial divulgada pelo INE. Assim, a metodologia de cálculo tem em consideração o valor nominal do PIB do trimestre homólogo, a taxa de variação homóloga em volume divulgada pelo INE relativamente ao trimestre mais recente e o último valor da taxa de variação homóloga do deflator do PIB publicado pelo INE. No caso das séries relativas a posições, o valor nominal do PIB utilizado nos rácios corresponde ao valor acumulado dos últimos quatro trimestres, independentemente do trimestre a que diga respeito.