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Nota de Informação Estatística – Endividamento do setor não financeiro - maio de 2020

O Banco de Portugal publica hoje, nos quadros A.20 e A.21 do Boletim Estatístico e no BPstat, as estatísticas do endividamento do setor não financeiro (posições em final de período e taxas de variação anual, respetivamente) relativas a maio de 2020.

Posições em final de período

Em maio de 2020, o endividamento do setor não financeiro situou-se em 740,7 mil milhões de euros, dos quais 333,7 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 407,0 mil milhões de euros ao setor privado.

Relativamente a abril de 2020, o endividamento do setor não financeiro aumentou 6,3 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se aos acréscimos de 3,6 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 2,7 mil milhões de euros do endividamento do setor privado (Gráfico 1).

O incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face ao setor financeiro (3,2 mil milhões de euros) e face às próprias administrações públicas (1,3 mil milhões de euros). Estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução do endividamento face ao exterior (1,0 mil milhões de euros) (Gráfico 2).

No setor privado, o endividamento das empresas aumentou 2,6 mil milhões de euros, sobretudo através da subida do endividamento face ao setor financeiro (2,2 mil milhões de euros). O endividamento dos particulares face ao setor financeiro registou um acréscimo de 0,1 mil milhões de euros.

Taxas de variação anual (1)

Em maio de 2020, a taxa de variação anual (tva) do endividamento total das empresas privadas foi de 3,6%, mais 1,1 pontos percentuais (pp) do que o verificado no mês anterior. A tva do endividamento total dos particulares não se alterou, registando um valor de 0,8%.

Próxima atualização: 20 ago. 2020


Notas

(1) As taxas de variação anual do endividamento pretendem aferir a evolução do endividamento total (incluindo empréstimos, títulos de dívida e créditos comerciais) captado pelo setor privado não financeiro junto dos restantes setores institucionais (informação em base consolidada). As tva são calculadas com base num índice construído a partir de transações derivadas, isto é, variações de posições em fim de período corrigidas de reclassificações, abatimentos ao ativo, reavaliações cambiais e de preço e de outras variações que não sejam devidas a transações financeiras.