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Comunicado do Banco de Portugal sobre o Relatório da Emissão Monetária de 2019

O Banco de Portugal publicou hoje o Relatório da Emissão Monetária de 2019. Este relatório descreve as atividades do Banco no âmbito da emissão de notas e moedas.
 

A Valora S.A. produziu 101,5 milhões de notas de 5 euros em 2019, referentes à quota atribuída ao Banco de Portugal.

Na qualidade de banco central nacional do Eurosistema, o Banco de Portugal é responsável pela produção de notas de euro. A produção da quota atribuída ao Banco de Portugal tem sido adjudicada à Valora, empresa cujo capital detém a 100%. Em 2019, a Valora imprimiu 101,5 milhões de notas de 5 euros. 
 

A Valora produziu o maior volume anual de notas desde a sua fundação, imprimindo notas para outros bancos centrais.

Em 2019, o impressor português iniciou a produção da sua quota-parte de notas para o ano de 2020, ao abrigo do acordo celebrado entre os bancos centrais da Áustria, da Bélgica e de Portugal. Este acordo, firmado em 2017, consubstanciou-se na divisão equitativa, entre a Valora e o impressor austríaco, da produção atribuída aos três bancos centrais, em resultado de o Banco Nacional da Bélgica ter decidido cessar a produção de notas. 

A Valora também imprimiu notas para o Banco Central da Irlanda, que decidiu igualmente cessar as suas atividades de produção.

Com este acréscimo de atividade, a Valora alcançou, em 2019, o maior volume anual de notas produzidas desde a sua fundação, em 1999.
 

A série Europa de notas euro completou-se em 2019.

Em 2019, entraram em circulação as notas de 100 e de 200 euros da segunda série de notas de euro – a série Europa. Com a introdução destas denominações, o Eurosistema deu por concluída a introdução da série Europa, iniciada em 2013.
 

O valor dos depósitos em notas no Banco de Portugal continuou a ser superior ao dos levantamentos.

Ao longo do ano passado, foram levantados do Banco de Portugal 10 640 milhões de euros em notas e depositados 13 335 milhões de euros. A nota de 20 euros foi a mais depositada e a mais levantada, em quantidade e em valor.

As entradas pesaram mais do que as saídas devido ao excesso de notas de maior valor, sustentado, sobretudo, pelo turismo (as notas de maior valor chegam em grande quantidade ao país e não são totalmente absorvidas pela procura). O crescente uso de meios alternativos de pagamento parece ser também uma das explicações para este diferencial. Ainda assim, os portugueses continuam a preferir o numerário na maior parte das transações, particularmente nas que envolvem montantes mais baixos.

Em consequência deste balanço, a emissão líquida de notas em Portugal (isto é, a diferença entre as notas levantadas e as notas depositadas no Banco de Portugal desde a introdução do euro) atingiu -20 mil milhões de euros no final de 2019, reforçando em 3 mil milhões de euros o registo negativo do ano anterior. 
 

No caso das moedas, foi maior o valor levantado do que o depositado.

Em 2019, os levantamentos de moedas atingiram 45 milhões de euros e os depósitos totalizaram 13,5 milhões de euros. As moedas de 1 euro foram as mais depositadas em quantidade e em valor. As moedas mais levantadas foram as de 1 e 2 cêntimos, em quantidade, e as de 1 euro, em valor.

Inversamente às notas, a emissão líquida de moedas em Portugal tem crescido sempre desde a introdução do euro. Em 2019, situou-se nos 671 milhões de euros, mais 6% do que no ano anterior.

Prosseguindo a estratégia de regularização dos excedentes acumulados da moeda de 2 euros, o Banco de Portugal celebrou, em 2019, um novo acordo de troca, ao valor facial, com o Banco Central da Irlanda, que resultou no envio para aquele país de 18 milhões de moedas de 2 euros, por contrapartida da receção de 36 milhões de moedas de 1 euro.
 

Em 2019, foram retiradas de circulação em Portugal 16 350 notas e 3575 moedas contrafeitas.

O Banco de Portugal verificou a genuinidade e a qualidade de 635 milhões de notas e de 73 milhões de moedas que recebeu das empresas de transporte de valores e do público. Esta verificação é realizada também pelas instituições de crédito e pelas empresas de transporte de valores, as quais processaram, em conjunto, 5,6 vezes mais notas (3 543 milhões) e 28 vezes mais moedas (2 045 milhões) do que o Banco de Portugal. Para avaliar o cumprimento das regras e dos critérios a observar pelas entidades que exercem esta atividade, o Banco de Portugal conduziu mais de 500 ações de inspeção em todo o território nacional.

Após análise manual, o banco central trocou 37,5 mil notas de euro e de escudo que não apresentavam condições para continuar a circular e avaliou mais de 175 mil notas de euro neutralizadas por dispositivos antirroubo.

Em 2019, foram retiradas de circulação em Portugal 16 350 notas e 3575 moedas contrafeitas, equivalentes a, respetivamente, 2,9% e 1,9% do total de contrafações de notas e moedas retiradas de circulação na área do euro.

Em Portugal, as notas contrafeitas mais frequentes foram as de 50 euros (41% do total). Entre as moedas, preponderaram as contrafações de 2 euros (82% do total).
 

No final de 2019, o público mantinha na sua posse 11,5 milhões de notas de escudo não prescritas, no valor de 95,7 milhões de euros.

Em 2019, o Banco de Portugal trocou 35 477 notas de escudo, no valor de 560 mil euros. No final do ano, continuavam ainda em posse do público 11,5 milhões de notas de escudo não prescritas, com um valor equivalente a 95,7 milhões de euros.