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Comunicado do Banco de Portugal sobre o Relatório da Emissão Monetária de 2018

O Banco de Portugal publicou hoje o Relatório da Emissão Monetária de 2018. Este relatório descreve as atividades do Banco no âmbito da emissão de notas e moedas.

 

Em 2018, o Banco de Portugal foi responsável pela produção de 211 milhões de notas de euro.

Na qualidade de banco central nacional do Eurosistema, o Banco de Portugal é responsável pela produção de notas de euro; também coloca as notas e as moedas em circulação. Desde a introdução do euro, a produção de notas tem sido adjudicada à Valora S.A., empresa cujo capital detém na totalidade. Em 2018, a Valora S.A. imprimiu 211 milhões de notas de euro (219 milhões em 2017): 139 milhões de notas de 20 euros e de 72 milhões de notas de 5 euros. 

Em Portugal, continua a haver mais notas a regressar ao banco central do que levantamentos. As notas mais procuradas são as de 20 e as de 10 euros.

No final de 2018, o valor das notas depositadas no Banco de Portugal desde a introdução do euro excedia em 17 mil milhões de euros o valor das notas levantadas (14 mil milhões de euros no final de 2017). O montante acumulado de depósitos é superior ao valor acumulado dos levantamentos desde 2010. Este resultado decorre do facto de, nos últimos anos, ter entrado em Portugal, por via do turismo, uma elevada quantidade de notas, sobretudo de maior valor, que não tem sido totalmente absorvida pela procura. Estará ainda relacionado com o crescente recurso aos pagamentos com cartão.

Ao longo do ano, foram levantados do Banco de Portugal 11 261 milhões de euros em notas (660 milhões de notas), mais 3,2% do que em 2017, e depositados 14 056 milhões de euros em notas (690 milhões de notas), sobretudo por empresas de transporte e tratamento de valores, em nome das instituições de crédito.

As notas de 20 e de 10 euros foram as mais procuradas em Portugal, ao representarem, respetivamente, 47,5% e 40,1% da quantidade de notas levantadas no Banco de Portugal em 2018. A nota de 200 euros foi a menos requisitada.

A procura de moedas continua a superar os depósitos realizados no Banco de Portugal, que atingiram o valor mais baixo desde a introdução do euro. As moedas mais solicitadas são as de 1, de 2 e de 5 cêntimos.

Em 2018, foram depositados no Banco de Portugal 673 mil euros em moedas (760 mil moedas), o correspondente a 11% do valor depositado em 2017. A redução acentuada dos depósitos reflete uma maior recirculação de moedas sem passar pelo banco central, propiciada pelos requisitos estabelecidos pelo Banco de Portugal para o depósito de moedas e pela troca de excedentes entre as instituições de crédito. Ao longo do ano, foram levantados do Banco de Portugal 31 milhões de euros em moedas (182 milhões de moedas).

As moedas mais procuradas foram as de 1, de 2 e de 5 cêntimos, que representaram, respetivamente, 36,4%, 24,8% e 14,1% da quantidade de moedas levantadas. A moeda de 2 euros foi a menos requisitada e, simultaneamente, a mais depositada no Banco de Portugal. Para regularizar os excedentes acumulados de moeda de 2 euros, o Banco de Portugal trocou, pelo valor facial, com o Banco Central da Eslováquia, 10 milhões de moedas de 2 euros por 20 milhões de moedas de 1 euro. Esta é a segunda operação de troca de moeda realizada pelo Banco de Portugal, depois da realizada com a Irlanda em 2017 e que envolveu o envio de moedas de 2 euros, por contrapartida do recebimento de moedas de 1 e de 2 cêntimos.

O número de notas e moedas contrafeitas detetadas em circulação continuou a ser residual.

Em 2018, o Banco de Portugal verificou a genuinidade e a qualidade de 698 milhões de notas de euro, mais 8% do que no ano anterior, e de 63 milhões de moedas, mais 34% do que em 2017, que recebeu das empresas de transporte de valores e do público. Segregou 127 milhões de notas e 327 mil moedas que não apresentavam qualidade suficiente para regressar à circulação. Também conduziu 535 ações de inspeção a instituições de crédito e a empresas de transporte e tratamento de valores para verificar a conformidade dos seus procedimentos de controlo da genuinidade e da qualidade do numerário.

Durante o ano, foram retiradas de circulação em Portugal 18 047 contrafações de notas e 2801 contrafações de moedas de euro. As contrafações das notas de 20 e de 50 euros e da moeda de 2 euros continuaram a ser as mais apreendidas.

O Banco de Portugal trocou 37 863 notas de euro e de escudo danificadas ou mutiladas, num total de 1,8 milhões de euros.

Trocou ainda 48 903 notas de escudo, no valor global de 768 mil euros. No final do ano, continuavam em posse do público 11,5 milhões de notas de escudo passíveis de ser trocadas após essa data, no valor de 96,3 milhões de euros; deste montante, mais de um terço correspondia a notas de cinco mil escudos.