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Cobertura de caixas automáticos e balcões continua ampla, mas persistem 24 freguesias em risco

Num estudo hoje publicado, o Banco de Portugal conclui que, apesar de não existirem extensas áreas com acesso limitado a caixas automáticos e balcões de instituições de crédito, uma contração adicional da rede poderá revelar-se especialmente crítica para os residentes em 24 freguesias de cinco distritos de Portugal Continental.

O Banco de Portugal publicou hoje um novo estudo sobre a cobertura, em matéria de distribuição de notas e moedas, da rede de caixas automáticos e balcões de instituições de crédito em Portugal. Este estudo atualiza a análise publicada sobre o mesmo tema em julho de 2020, então com informação relativa a 2019.

De acordo com o estudo agora divulgado, a cobertura da rede de distribuição de numerário permanecia muito ampla em 2020. As percentagens da população com um ponto de acesso a menos de 5, de 10 e de 15 quilómetros de distância da freguesia de residência não se alteraram em relação a 2019. Assim, em 2020:

  • 98% da população dispunha de um ponto de acesso a menos de 5 quilómetros de distância da freguesia de residência;
  • 99,8% a menos de 10 quilómetros;
  • 99,98% a menos de 15 quilómetros.

A maior distância, em linha reta, entre uma freguesia e o ponto de acesso mais próximo continuava a ser, em 2020, de 17 quilómetros.

No estudo agora publicado, o Banco de Portugal identifica sete municípios onde cada caixa automático servia, em média, mais de 100 quilómetros quadrados de território. Estes municípios são:

  • No Norte: Mogadouro e Vinhais (Bragança);
  • No Centro: Idanha-a-Nova (Castelo Branco);
  • No Sul: Mértola e Ourique (Beja) e Alandroal (Évora) e Alcoutim (Faro).

Tal como no estudo anteriormente publicado, o Banco de Portugal identificou 24 freguesias particularmente vulneráveis a uma contração adicional da rede (de um total de 3092). Estas freguesias distavam mais de 15 quilómetros de um ponto de acesso a numerário ou, distando mais de 10 quilómetros, pertenciam aos municípios acima indicados. Trata-se de freguesias dos distritos de Beja (5 freguesias), Bragança (16), Castelo Branco (1), Faro (1) e Vila Real (1).

Apesar de a cobertura de caixas automáticos e balcões continuar a ser ampla, e porque o numerário continua a ter um papel muito relevante em Portugal, o Banco de Portugal considera que é importante iniciar uma reflexão a médio prazo sobre os mecanismos destinados a mitigar adversidades decorrentes de uma eventual contração da rede e sobre o posicionamento dos stakeholders perante futuras falhas de mercado. Paralelamente, o Banco de Portugal continuará a monitorizar a evolução da rede e, juntamente com outras partes envolvidas, tomará medidas para fazer face aos desafios já identificados, de modo a preservar a liberdade de escolha entre instrumentos de pagamento e a inclusão financeira.