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Análise atualizada do BCE dos regimes de créditos não produtivos (NPL) mostra que os países deverão ser pró-ativos e assegurar que os instrumentos para lidar com NPL são adequados à sua finalidade

  • Análise mais recente alargada para incluir todos os países da área do euro
  • Regimes judiciais e jurídicos desempenham papel fulcral na redução dos créditos não produtivos

O Banco Central Europeu (BCE) publicou hoje a segunda análise das práticas de supervisão e regimes jurídicos nacionais relacionados com créditos não produtivos (NPL) na área do euro. A análise abrange agora todos os países da área do euro e contém atualizações relativas aos oito países incluídos na análise original publicada no ano passado. 

O relatório apresenta uma panorâmica abrangente das práticas de tratamento dos NPL na área do euro à data de 31 de dezembro de 2016 contribuindo para o diálogo sobre os NPL com outras partes interessadas na Europa.

Uma das principais lições da crise financeira e da experiência de vários países com níveis elevados de NPL é que é necessário ser-se pró-ativo e estar-se preparado antes que os níveis de NPL se tornem elevados. Segundo a análise, as partes interessadas devem efetuar os preparativos em momentos de maior tranquilidade, para que os regimes de gestão de NPL sejam robustos logo desde o início.

A origem dos atuais atrasos judiciais relacionados com insolvência prende-se com o facto de não se ter estabelecido mecanismos de resolução extrajudicial antes de os níveis de NPL se terem tornado elevados. Consequentemente, os bancos em alguns países não podem resolver assuntos relacionados com NPL de forma eficiente, tendo os respetivos NPL um impacto negativo no seu desempenho.

Desde a publicação da primeira análise, houve também algumas alterações aos enquadramentos jurídicos, mas estas foram em larga medida de natureza incremental, sendo demasiado cedo para avaliar a sua eficácia. 

 

Para resposta a questões dos meios de comunicação social, é favor contactar Ronan Sheridan, tel.: +49 69 1344 7416.

Notas

  • A primeira análise, publicada em setembro de 2016, abrangeu as práticas de supervisão e os enquadramentos jurídicos nacionais relacionados com os NPL em Chipre, Grécia, Irlanda, Portugal, Eslovénia, Espanha e Alemanha.
  • A segunda análise abrange os restantes 11 países participantes na supervisão bancária europeia.
  • As análises resultam de esforços conjuntos do BCE e das autoridades nacionais competentes, que supervisionam mais de 4000 bancos na área do euro.
  • Dados relativos aos NPL específicos de cada país no T4 de 2016 estão disponíveis no sítio do BCE dedicado à supervisão bancária (disponível apenas em língua inglesa), aqui.