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Companhia Confiança Nacional

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Companhia Confiança Nacional

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Reference code

PT/BP/CCN

Production dates

1844-11-30  to  1858-09-03 

Dimension and support

35 ; Papel

Biography or history

Por Decreto de 25 de Setembro de 1844 é aprovada a criação de uma Companhia, denominada Confiança Nacional e confirmados os seus estatutos.

A Companhia Confiança Nacional surge por ocasião da arrematação do Contrato do Tabaco, Sabão e Pólvora à qual o Governo associou um empréstimo de 4 000 contos, tendo havido um acordo prévio entre os fundadores da Companhia e os arrematantes do Contrato relativamente ao empréstimo. Constituída a Companhia, fixaram-se as bases da sublocação do dito empréstimo, tendo sido lavrada a respetiva escritura em 19 de Dezembro, a qual é aprovada por Decreto de 27 de Janeiro seguinte.

Segundo os estatutos, a Companhia tinha por objeto "fazer todos os negócios lícitos que a sua direção julgar convenientes" e o seu capital poderia ir até aos 8 000 contos, sendo a primeira emissão de ações de 3 000 contos.

A subscrição de 600 contos por parte do Banco de Lisboa vai provocar uma alteração nos estatutos da Companhia, aprovada por Decreto de 5 de Outubro, alargando o número de elementos da direção de sete para nove, de modo a permitir a inclusão de dois membros do Banco de Lisboa. Contudo, um Decreto de 4 de Novembro aprova novos estatutos, reduzindo o número dos membros da direção para os sete iniciais.

A 27 de Novembro a Companhia celebra um contrato com o Governo, aprovado pela Lei de 12 de Março de 1845, pelo qual aquela se obriga a fundar Caixas Económicas em Lisboa e no Porto e depois sucessivamente em todas as capitais de distrito. Os seus estatutos são aprovados por Decreto de 20 de Março. A Companhia abre a Caixa Económica de Lisboa a 20 de Abril e a do Porto a 15 de Setembro, mas não chega a abrir mais nenhuma.

Em Setembro de 1845, por ocasião da abertura da Caixa Económica do Porto estabelece aí uma Agência que recebia todo o dinheiro proveniente dos depósitos na Caixa Económica.

Os sucessivos empréstimos feitos ao Governo e a falta de pagamento por parte deste, leva a Companhia a uma situação difícil, que conduzirá à assinatura do Decreto de 19 de Novembro de 1846, pelo qual o ativo e o passivo da Companhia são integrados no ativo e no passivo do Banco de Lisboa, passando este a designar-se Banco de Portugal.

A documentação proveniente desta Companhia, num total de 35 volumes, reflete toda a sua atividade ao longo dos 2 anos em que funcionou, encontrando-se no Arquivo Histórico desde Setembro de 1979, juntamente com a proveniente do Banco de Lisboa.

Encontram-se elementos relativos a esta Companhia, não só na documentação oriunda do Ministério da Fazenda e das Câmaras Legislativas como também na documentação do Banco de Portugal.

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