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Rodrigues, Tavares, Freitas & Companhia

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Rodrigues, Tavares, Freitas & Companhia

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-RTF

Production dates

1921-07-21  to  1978-01-01 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

Por escritura realizada nas notas de Frederico de Freitas em 15 de junho de 1921, foi constituída a casa bancária Rodrigues, Tavares, Freitas & Companhia. Com a sede no Funchal, na Avenida Dr. António José de Almeida com a Rua dos Murças, a firma era juridicamente constituída como uma sociedade em nome coletivo que tinha por capital inicial 1.000.000$00. Da estrutura societária faziam parte José Abel Rodrigues, as firmas Tavares & Companhia, Silvestre A. de Freitas, Sucessores e Manuel António Fernandes. Tinha por objetivo a compra e venda de cambiais e papéis de crédito, a realização de saques sobre o País e o estrangeiro, entre outras operações de natureza bancária. Contudo, a instituição limitou-se à realização de operações cambiais.

Por requerimento de 25 de julho de 1922, ao abrigo do art.º 2º do Decreto nº 8271, de 19 de julho de 1922, solicitam autorização para o exercício do negócio de cambiais, pretensão que lhes é deferida por Despacho de 21 de novembro de 1922. Foi-lhes então, fixada a caução de 200.000$00.

Por requerimento de 24 de março de 1923 é solicitada a redução da caução em face do movimento que a casa bancária apresentava, pedido que não é atendido. Face à situação, em maio de 1923 a casa bancária desiste do comércio de cambiais através do levantamento da caução prestada. Contudo, em 14 de março de 1924, requereu novamente para que pudesse exercer a indústria cambista, pedido que lhes é deferido por Despacho de 07 de abril de 1924. Com data desse mesmo dia, é emitida a licença concedendo autorização para negociar em títulos, cupões, ouro, prata e moedas nacionais e moeda e nota estrangeira. Renovada a licença em 07 de agosto de 1925, em 05 de janeiro de 1928, foi-lhe fixada a caução para o exercício da atividade cambista em 20.000$00.

Em 19 de novembro de 1924 a estrutura societária é alterada com a saída e entrada de sócios: os sócios Tavares & Companhia, Limitada, Silvestre A. de Freitas, Sucessores e Manuel António Fernandes cederam totalmente as suas quotas a José Abel Rodrigues, a Agostinho Dias Tavares e a Gabriel Dias Tavares. Com a morte de um dos sócios, em janeiro de 1935, a sociedade ficou unicamente representada pelos sócios Agostinho Tavares e Gabriel Tavares.

Tendo resistido à grave crise económica e financeira dos primeiros anos da década de 30 que assolou o País, e muito em especial as instituições financeiras da Ilha da Madeira, em 10 de agosto de 1935, é requerida autorização para que funcionários da instituição pudessem ir a bordo dos navios que aportavam o porto do Funchal proceder à compra e venda de moedas e notas estrangeiras. Por Despacho de 15 de setembro de 1935 é deferida esta pretensão.

Em 1955, por morte de Gabriel Tavares, o seu lugar na sociedade é ocupado pela viúva, Maria Ana de Castro Sottomayor Tavares e pelos filhos, Emílio de Castro Sottomayor Tavares e Ana maria de Castro Sottomayor Tavares.

Em dezembro de 1963, atendendo às novas disposições legais, a caução da firma é elevada para 150.000$00.

Após abril de 1974, a situação política e económica do país alterou-se profundamente. Em 1975, a banca nacional foi nacionalizada e em 1976, o Decreto-Lei nº 167/76, de 01 de março, cancelou todas as autorizações concedidas às casas de câmbios para o exercício do seu comércio, com efeitos a partir de 30 de junho desse ano. Em 1978 a firma Rodrigues, Tavares, Freitas & Companhia ainda não tinha requerido o levantamento da caução prestada para o exercício da atividade cambista.

Arrangement

Cronológico

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