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Paulo Gonçalves, Limitada

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Paulo Gonçalves, Limitada

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-PG

Production dates

1929-06-17  to  1978-04-13 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

Ao abrigo do Decreto nº 16495, de 11 de junho de 1929, o comerciante ambulante Paulo Gonçalves, requereu junto da tutela autorização para exercer em barracas nos cais do porto de Lisboa a indústria de cambista – requerimento de 17 de junho de 1929.

Por Despacho de 19 de junho é autorizado a exercer a atividade cambista, tendo-lhe sido fixada a caução de 20.000$00. A respetiva licença foi emitida em 20 de junho de 1929, sob condição de ser cancelada, se ao beneficiário não fosse adjudicado casa ou lote de terreno para se instalar no referido lugar. Num requerimento conjunto com os cambistas João de Carvalho e Claudino Ferreira, Paulo Gonçalves solicita autorização para efetuarem provisoriamente o comércio de troca e moeda estrangeira por escudos a bordo dos paquetes, enquanto não se tornasse definitiva a sua instalação em cabines, junto do porto de Lisboa. Por despacho de 24 de junho de 1929, foram deferidas as suas pretensões.

Em 29 de janeiro de 1931, Paulo Gonçalves informou da existência do arrendamento de uma cabine no Posto Marítimo de Desinfeção. Assim, a licença provisória tornou-se efetiva a partir de 01 de fevereiro.

Em 20 de dezembro de 1934, devido ao seu estado de saúde e à impossibilidade de estar à frente dos seus negócios, solicita autorização para a constituição de uma sociedade por quotas, com responsabilidade limitada, bem como a transferência da sua licença de cambista em nome individual para a sociedade a constituir. Por despacho de 26 de dezembro de 1934 foi-lhe deferido o pedido.

Assim, em 31 de dezembro de 1934 foi constituída a sociedade por quotas Paulo Gonçalves, Limitada. A firma tinha a sua sede em Lisboa e estabelecimentos no Cais da Rocha (cabine 11) e no Entreposto de Alcântara (cabine 12). O seu objeto era o exercício da indústria cambista, podendo ser contemplado outro ramo de negócio que fosse de comum acordo dos sócios. Constituída com o capital social de 100.000$00, a firma era composta por Paulo Gonçalves, Virgílio António Pires e por Abel Augusto de Almeida Ferreira.

Em 15 de setembro de 1943 é comunicado o falecimento do sócio Virgílio António Pires. Em 1948, a firma ganhou o concurso de adjudicação do posto de câmbios a instalar na gare do porto de Lisboa do cais da Rocha do Conde de Óbidos. Nesse mesmo ano, transfere a sua sede para a referida gare.

Em harmonia com o Despacho de 02 de dezembro de 1963, a caução da firma é aumentada para 50.000$00.

Após abril de 1974 a situação económica e política do país alterou-se profundamente. Em 1975 a banca nacional foi nacionalizada e em 1976, pelo Decreto-Lei nº 167/76, de 01 de março, cancelaram-se todas as autorizações concedidas às casas de câmbios para o exercício do seu comércio, com efeitos a partir de 30 de junho desse ano. Perante a situação, em 17 de novembro de 1977, a firma Paulo Gonçalves, Limitada requereu o levantamento da sua caução.

Arrangement

Cronológico

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