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Manuel Mendes Godinho & Filhos

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Manuel Mendes Godinho & Filhos

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-MMG

Production dates

1925-04-17  to  1980-06-26 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

Manuel Mendes Godinho, desde cedo se dedicou à atividade comercial conseguindo consolidar um verdadeiro império agroindustrial na região de Tomar, de onde era natural.

Em 09 de maio de 1917, nas notas de António Carlos da Silveira, constituiu com os seus filhos, a sociedade em nome coletivo Manuel Mendes Godinho & Filhos. A sede da sociedade, era em Tomar, na Rua de Torres Pinheiro e tinha por objeto a exploração comercial, industrial e agrícola dos estabelecimentos comerciais e industriais e das propriedades e capitais de Manuel Mendes Godinho e sua falecida esposa.

Os bens detidos, avaliados em 317.460$00, pertencentes aos oito sócios da firma, constituíam o capital social da mesma.

Alterações ao pacto social foram realizadas em 1922, 1923 e 1927, sem contudo lhe mudar a essência, que gravitava em torno de um grupo diversificado, que detinha empresas de moagem, passando pela cerâmica, rações para gado, madeira prensada, produção e distribuição de eletricidade e a atividade bancária.

A atividade bancária começou a ser exercida nos primeiros anos da década de 20 e em 1925 a firma requere autorização para o exercício da atividade cambista. Ainda neste ano, Manuel Mendes Godinho & Filhos solicita também o registo da instituição no exercício da atividade bancária. Em 1929, era significativa a importância da casa bancária no financiamento das indústrias e de outros sectores da região, a quem prestava um valioso auxílio financeiro. Devido à sua posição privilegiada, cedo se tornou correspondente local do Banco Espírito Santo.

Em 1960 a sede da firma sofre um violento incêndio que causou a destruição de muita da documentação da instituição. Foi também em 1960 que o pacto social foi alterado por força das novas disposições legais, que obrigavam as instituições a separar o ramo bancário das restantes atividades.

Assim, por escritura de 10 de novembro de 1960, foi constituída uma nova sociedade, sob a designação de Manuel Mendes Godinho, SARL. Uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com sede em Tomar e com o capital social de 10.000.000$00, a qual passou a dedicar-se à gestão das suas participações na indústria e no comércio. Por sua vez, a sociedade Manuel Mendes Godinho & Filhos, alterou o objeto social, dedicando-se exclusivamente ao ramo bancário. Aproveitando as alterações realizadas, em 1961, por escritura de 06 de dezembro (Diário do Governo, III série, de 17 de fevereiro de 1962), o capital social da casa bancária foi aumentado para 10.000.000$00.

Após abril de 1974, a situação económica e política do país alterou-se profundamente. Em 1975 a banca nacional foi nacionalizada pelo Decreto-Lei nº 132-A/75, de 14 de março. A casa bancária, assim como as restantes instituições bancárias nacionalizadas passaram a ser geridas por uma comissão administrativa.

Por Resolução do Conselho de Ministros de 09 de abril de 1976 (Diário da República, I série, de 27 de maio de 1976), a casa bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos é integrada, por fusão, no Banco Espírito Santo & Comercial de Lisboa, tendo esta fusão sido confirmada pelo Decreto-Lei nº 203/80, de 26 de junho (Diário da República, I série, de 26 de junho de 1980).

Arrangement

Cronológico

Alternative form available

Nenhuma

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Para informações posteriores, consultar BP/DSP/BESCL - Banco Espírito Santo & Comercial de Lisboa.