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Caixa Económica do Montepio Geral

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Caixa Económica do Montepio Geral

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-CEMG

Production dates

1951-01-18  to  1956-01-16 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

As origens da criação da primeira caixa económica portuguesa remontam a 1840, quando os fundadores do Montepio Geral idealizaram a criação de um mealheiro público.

Em 04 de janeiro de 1844, por Carta Régia e com 4.000 contos de réis de capital, os estatutos da caixa económica a estabelecer anexa ao Montepio, são aprovados. Em 24 de março desse ano foi inaugurada a Caixa Económica de Lisboa, assim designada até 1991.

Instalada de início na Rua da Oliveira ao Carmo, transferiu-se depois, para a Rua do Ouro.

A instituição captava as pequenas poupanças e remunerava-as com juros superiores aos concedidos pelos outros bancos comerciais e concedia empréstimos sobre penhores; através dos lucros obtidos, auxiliava o Montepio, na sua missão social.

A crise de 1846-1847 provocou a estagnação da instituição. A sua estrutura organizacional confundia-se com a do Montepio Geral, ao qual estava anexa, e era simples, com poucos funcionários e um só balcão.

Em 1882, a reforma estatutária reorganiza os serviços mantendo, todavia, a integração orgânica formal com o Montepio Geral.

Na década de 90 do séc XIX, realizou um empréstimo ao Estado, e a credibilidade e solidez da Caixa Económica de Lisboa saiu reforçada.

Em 1931 abre uma filial no Porto e, em 1934, nova reforma estatutária surgirá para dotar a instituição de nova organização. Separava-se a contabilidade da Caixa Económica da Associação Mutualista a que estava anexa.

Até à década de 70 a economia portuguesa acelerou de forma sustentada. Para fazer face a este clima favorável, a Caixa Económica de Lisboa diversifica as operações: desenvolvimento dos depósitos a prazo e o aumento significativo dos empréstimos hipotecários. Neste período, a rede de balcões foi expandida pelo País. Em 1970, incorporou a Caixa Económica Madeirense.Os seus estatutos também foram acompanhando o desenvolvimento da instituição, tendo sofrido reformas em 1955, 1965 e 1970.

Depois de abril de 1974 a Caixa Económica de Lisboa sofreu os efeitos da crise, que se fizeram sentir um pouco por todo o país. Embora não tivesse sido nacionalizada, à semelhança de grande parte do sistema bancário nacional, o Montepio Geral teve de ser intervencionado durante dois anos, visando um maior controlo da sua caixa económica. Face ao aumento dos depósitos, passou a fazer parte das câmaras de compensação de Lisboa e do Porto, tendo aberto mais quatro balcões.

Em 1984, os estatutos são de novo, reformulados.

A Caixa Económica do Montepio Geral está em atividade, sendo um precioso instrumento para os desígnios do Montepio Geral.

Arrangement

Cronológico

Alternative form available

Nenhuma

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Para informações complementares, ver também IGCS/CEMAD - Caixa Económica Madeirense.