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Banco Português do Atlântico

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Banco Português do Atlântico

Description details

Description level

Subsubfond   Subsubfond

Reference code

PT/BP/BP-DSP-BPA

Production dates

1943-02-17  to  1978-05-26 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

A criação do Banco Português do Atlântico encontra-se intimamente relacionada com a evolução e transformação da sociedade em nome coletivo Cupertino de Miranda & Companhia, nascida em 30 de abril de 1931. No entanto, esta remontava a maio de 1919, quando criou a Cupertino de Miranda & Irmão, Limitada.

Os estatutos do banco foram publicados em Diário do Governo, III série, de 07 de janeiro de 1943, tendo sido juridicamente constituído como sociedade anónima de responsabilidade limitada por escritura de 31 de dezembro de 1942. Com a sede social no Porto, possuía uma sucursal na mesma cidade, na Rua Sá da Bandeira e uma agência em Famalicão. O novo organismo foi criado com o capital social de 15.000 contos, representado por 15.000 ações de 1.000$00, cada.

Em 1946, face ao desenvolvimento da instituição, o capital social é aumentado para 25.000 contos. Entretanto, o seu desenvolvimento também lhe permitiu incorporar outras instituições de menor dimensão. Com efeito, em 1944, iniciam-se conversações para a incorporação do Banco do Faial, permitindo-lhe abrir em junho de 1946 uma agência na cidade da Horta. Em março de 1950 o banco incorporou o Banco Português do Continente e Ilhas, de Lisboa, instalando-se em Lisboa, na central Rua do Ouro. O Banco assimilou em 1965 a casa Bernardo Dias, Sucessores, Limitada e, em 1966, fundiu-se com o Banco Raposo Magalhães. Em 1968, incorporou a Caixa Económica do Montepio Terceirense.

Em simultâneo vai alargando a rede de agências no continente, Brasil e mais tarde no ultramar e em França, onde abre um escritório para apoio aos emigrantes. Em 1945, amplia a rede de agências a Estarreja, Fafe, Monção, Póvoa de Varzim e Santo Tirso. Em junho de 1956, fundou o Banco Comercial de Angola, onde detinha 50% do seu capital. Em 1970, abre dependências em Lourenço Marques, Nampula e Beira.

Acompanhando o aumento do volume dos negócios, o banco vai elevando o capital social. Assim, em 1950, o capital foi elevado para 60.000 contos e em 1987, este era de 12.000.000 contos.

Após abril de 1974, o clima de prosperidade alterou-se.

À semelhança das outras entidades nacionais, em 1975, o Banco Português do Atlântico foi nacionalizado pelo Decreto-Lei nº 132-A/75, de 14 de março. A nacionalização da banca trouxe consigo a fusão de capitais em bancos com maior dimensão e, de acordo com a resolução do Conselho de Ministros de 06 de dezembro de 1976, publicada em Diário da República, I série, de 28 de dezembro de 1976, em 01 de janeiro de 1977, o Banco do Algarve e o Banco Fernandes Magalhães são incorporados no Banco Português do Atlântico.

Em novembro de 1976, após o movimento independentista, o Banco Comercial de Angola, onde o Banco Português do Atlântico detinha grande parte do capital, foi nacionalizado.

Em 1978, abriu uma agência em Nova Iorque, e no Luxemburgo, onde participou no capital do Banque Interatlantique.

Os anos 90 trouxeram a reprivatização do banco e a sua transformação em sociedade anónima. Em 30 de junho de 2000, deu-se a fusão, por incorporação, do Banco Português do Atlântico no Banco Comercial Português.

Arrangement

Cronológico

Alternative form available

Nenhuma

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Para informações anteriores a 1943 consultar IGCS/CMIR - Cupertino de Miranda & Companhia. Para Informações complementares ver também:

- IGCS/BALG - Banco do Algarve,

- IGCS/BF - Banco do Faial,

- IGCS/BPCI - Banco Português do Continente e Ilhas,

- IGCS/BRM - Banco Raposo de Magalhães,

- IGCS/BD - Bernardo Dias, Sucessores, Limitada,

- IGCS/CEMT - Caixa Económica do Montepio Terceirense,

- BP/DSP/BFM - Banco Fernandes Magalhães.