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Banco Pinto de Magalhães

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Banco Pinto de Magalhães

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-BPM

Production dates

1952-09-27  to  1978-01-09 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

O Banco Pinto de Magalhães resulta da evolução da casa bancária Pinto de Magalhães, Limitada. Esta iniciou a sua atividade em outubro de 1952, por transformação da casa bancária Viúva de António Trindade, Sucessor, Francisco de Freitas Trindade, de Peniche.

A escritura de constituição da sociedade Pinto de Magalhães, Limitada foi lavrada em 24 de setembro de 1952, no 1º Cartório Notarial do Porto, a cargo de Guilherme Ponce de Leão. Foram sócios fundadores Afonso Pinto de Magalhães, Augusto Pinto de Magalhães, Crispim Alberto Pinto Teixeira e Francisco de Freitas Trindade. O capital social do organismo ficou estabelecido em 5.000 contos.

Afonso e Augusto Pinto de Magalhães detinham o controlo da casa cambista portuense Cândido Dias, Limitada (criada em agosto de 1946), para onde pretendiam transferir a sede da nova sociedade. Como a transferência não foi autorizada, a casa cambista Cândido Dias, Limitada funcionava como correspondência privativa do Porto. Só por Portaria de 14 de março de 1966 é obtida a tão pretendida autorização. Perante as alterações produzidas, o pacto social é alterado nesse mesmo ano (Diário do Governo, III série, de 29 de março).

Desejando expandir a rede de agências, a casa bancária Pinto de Magalhães Limitada, inicia uma política de absorção de outras instituições de menor dimensão. Assim em 1956 absorveu a casa bancária Piano & Companhia, de Lisboa e, em fevereiro de 1959, a casa de câmbios Bragança & Fernandes, Limitada, de Chaves. Processos idênticos ocorreram em Tomar, com a casa bancária António Gonçalves da Silva, Limitada, em Elvas, com a casa bancária Francisco da Silva Brás, Sucessor de Lopes & Brás e em Vila Real de Santo António, com o cambista Juan M. Cumbrera & Filhos.

A partir de meados da década de 50, face ao desenvolvimento do turismo e á necessidade de troca de notas, moedas e traveller’s cheques, é solicitada a abertura de postos de câmbios em Fátima, Barca d’Alva, Vila Verde de Ficalho e Vila Verde da Raia.

Em 1955 a casa bancária abriu uma representação no Rio de Janeiro.

A expansão da casa Pinto de Magalhães, Limitada foi solidamente apoiada por sucessivos aumentos de capital. Em 1956, o capital foi aumentado para 27.000 contos. Em 1960, foi reforçado para 29.450 contos. Em 1962, passou para 34.450 contos, no ano seguinte, para 60.000 contos e, em 1970, elevado para 140.000 contos.

Em 1972, por Portaria de 07 de março, foi autorizada a transformação da sociedade por quotas numa sociedade anónima, sob a designação de Banco Pinto de Magalhães (Diário do Governo, III série, de 14 de março de 1972). Pela transformação jurídica, o capital do Banco Pinto de Magalhães era atualizado para 420.000 contos.

Em 1975, à semelhança das outras instituições bancárias, o Banco Pinto de Magalhães é nacionalizado, ao abrigo do Decreto-Lei nº 132-A/75, de 14 de março. Sob a tutela do Estado, entre 1975 e 1977 novas agências foram abertas (Portel, Castelo de Paiva, Porto de Mós e Vila Flor).

Em 1978, por Decreto nº 3-A/78, de 09 de janeiro, o Banco Pinto de Magalhães fundiu-se com o Banco da Agricultura e o Banco de Angola, dando origem a uma nova instituição - a União de Banco Portugueses.

Arrangement

Cronológico

Alternative form available

Nenhuma

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Para informações anteriores a 1952, ver IGCS/CDIA - Cândido Dias, Limitada e IGCS/VAT - Viúva de António Trindade, Sucessor, Francisco de Freitas Trindade. Para informações complementares, ver também IGCS/AGS - António Gonçalves da Silva, Limitada, IGCS/FSB - Francisco da Silva Brás, IGCS/JMC - Juan M. Cumbrera & Filhos e IGCS/PIAN - Piano & Companhia.