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Banco do Alentejo

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Banco do Alentejo

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-BALEN

Production dates

1925-03-19  to  1977-12-27 

Dimension and support

2 Caixas ; Papel

Biography or history

Com a sede estabelecida em Évora, em abril de 1875 é constituído o Banco do Alentejo como sociedade anónima de responsabilidade limitada. Contando com caixas filiais no Porto e Portimão, possuía duas agências: uma em Londres, outra em Paris. A crise comercial que abateu o País em 1876 impossibilitou a abertura de uma agência no Rio de Janeiro, como era desejo dos seus fundadores.

Embora com representações no exterior, a sua área de ação privilegiada foi o sul (Alentejo e o Algarve), não descurando o importante mercado financeiro do Porto. O capital social inicial efetivo era de 360 contos de réis mas a crise comercial e financeira que surgiu em 1876, obrigaram a gerência a anular as ações subscritas e a proceder a nova emissão de 6.000 ações. As contas do Banco do Alentejo vieram a sofrer gravemente com as falências de casas comerciais no norte do País e o plano de expansão traçado pelos seus fundadores, estagnou. Apenas o movimento de desconto de letras apresentou um crescimento regular o que permitia a sobrevivência da instituição.

Em 1881, o banco cessou toda a atividade no Porto, reduziram-se as operações de desconto em Portimão e concentraram-se todas as decisões na sede.

O banco pode então, auxiliar a grande agricultura do sul, bem como o comércio de importação e exportação regionais, onde o crédito comercial era garantido através de hipotecas sobre bens imóveis.

A sua estrutura acionista era diversificada, e tinha por base grandes proprietários, capitalistas e negociantes ligados ao ramo das importações e exportações. Depois da I Guerra, e com o desaparecimento do Banco Eborense, uma parte destes capitalistas investiram no Banco do Alentejo.

Em 1908, como forma de captação das pequenas poupanças, é criado no interior do banco uma caixa económica. Contudo, as grandes operações não passavam pela instituição, devido ao seu caráter regional e à escassez dos recursos.

Em 1924 o pacto social é alterado e o capital social elevado para 3.200 contos.

Somente nos anos 40 a instituição conhece algum período de estabilidade financeira, associado a momentos de progresso económico.

Em 1945, o capital social é elevado para 9.600 contos, e em 1960, é aumentado para 11.500 contos.

Pelo seu regionalismo, é importante referir a participação do Banco do Alentejo na criação da Empresa Transformadora de Lãs, na Covilhã, em 1926, que envolveu uma parte significativa dos fundos próprios do banco e dos seus movimentos de crédito.

Em 1962 é criada a AEPA – Administração, Estudos e Participações Financeiras, SARL, com o fim de proteger os acionistas do banco à exposição do mercado e auxiliar na captação de capitais. Efetivamente, entre 1965 e 1972, o banco conheceu um período de rápida expansão: abriram-se agências em Beja, Sines, Vendas Novas e Estoril. Em 1972, em Lisboa, por fusão com a casa de câmbios Almeida, Basto & Piombino & Companhia, foi aberta uma agência.

Nas décadas de 60 e 70, realizaram-se aumentos sucessivos do capital social e foram aprovados novos estatutos.

Em 1974, o Banco do Alentejo abriu ainda agências em Óbidos, Porto, Alter do Chão, Torrão e Faro.

Em 1977 é criada uma comissão para a incorporação da instituição no Banco Fonsecas & Burnay, que desta forma vê a sua rede de agências expandida a todo o território nacional. A fusão é formalizada em 04 de agosto de 1979.

Arrangement

Cronológico

Alternative form available

Nenhuma

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Para informações complementares, ver também IGCS/ABP - Almeida, Basto & Piombino & Companhia. Para informações posteriores ver BP/DSP/BFB - Banco Fonsecas & Burnay.