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Banco Borges & Irmão

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Banco Borges & Irmão

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Reference code

PT/BP/BP-DSP-BBOR

Production dates

1919-02-26  to  1976-11-30 

Dimension and support

1 Caixa ; Papel

Biography or history

As origens do Banco Borges & Irmão remontam a 07 de fevereiro de 1884, data de fundação da casa de câmbios, no Porto, pelos irmãos António Nunes Borges e Francisco António Borges.

A história da instituição divide-se em três fases distintas: enquanto casa de câmbios (1884-1910), enquanto casa bancária (1910-1937) e como banco (1937-1996).

Aproveitando a conjuntura favorável, pós-crise de 1876, os irmãos Borges fundam em 1884, a sociedade ilimitada António Nunes Borges & Irmão, que se dedicava ao comércio de câmbios. Devido à gerência zelosa e cuidado no desenvolvimento do negócio, em 1890 aumentam o património imobiliário, arrendando prédios contíguos às suas instalações, nas ruas do Bonjardim e Sá da Bandeira, ao mesmo tempo que diversificam o ramo de negócios. Este, em 1910, abrangia quatro setores de atividade distintos: tabacos e fósforos, lotarias, vinhos e câmbios. A dissolução da primitiva sociedade, ocorre em 1907. Ainda nesse ano, os irmãos reconstituem a sociedade e por escritura pública celebrada em 01 de janeiro de 1910 é constituída a casa bancária Borges & Irmão, por transformação da antiga casa de câmbios.

No aspeto jurídico, a casa bancária renascida mantinha a sua personalidade jurídica enquanto sociedade de responsabilidade ilimitada, com a sede no Porto e uma agência em Lisboa, na Praça do Município. O capital social da casa bancária Borges & Irmão estava estipulado nos 200 contos e o seu objetivo, para além da exploração da atividade bancária, era o comércio de compra e venda de vinhos, sem excluir qualquer outro ramo de negócio que viesse a ser adotado pelos sócios. A casa bancária foi-se desenvolvendo lentamente, prosperando e diversificando os negócios. Em 1912, indo ao encontro das necessidades do surto migratório para o Brasil, abre uma filial no Rio de Janeiro. No início de 1913, fruto da expansão da instituição, o capital social é elevado para 524 contos. Dada a importância que o setor dos vinhos adquiriu na sociedade, em 1918 é constituída a Sociedade dos Vinhos Borges & Irmão, Limitada, com sede em Vila Nova de Gaia. Em 1919, o pacto social da casa bancária é alterado com a entrada para a sociedade de Manuel Pires Fernandes e José Nunes Fonseca, distribuindo-se a atividade da instituição por seis secções: bancária, papéis de crédito, câmbios, lotaria, tabaco, fósforos, papel selado e vinhos. A diversificação do negócio levava a que a instituição tivesse ainda participações noutras empresas. Em 1926, a casa bancária muda-se para a Rua Sá da Bandeira. O clima favorável vivido até então, alterou-se com a Revolta de 3 de fevereiro de 1927. No entanto, passados os momentos difíceis, a recessão vivida trouxe algumas vantagens concorrenciais, permitindo um maior fluxo de capitais às entidades resistentes. A expansão era inevitável e progressivamente, a rede de correspondentes bancários ia acompanhando o desenvolvimento do negócio: Braga (1926), Ovar (1927) e Matosinhos (1931).

Fruto do expansionismo da instituição, por escritura de 21 de agosto de 1937, a casa bancária Borges & Irmão dá origem à sociedade anónima de responsabilidade limitada Banco Borges & Irmão. Com o capital reforçado para 15.000 contos, dividido em 15 ações de 1.000 contos cada, pertencendo 7.500 contos a cada um dos dois irmãos. Os estatutos do banco foram aprovados por Portaria publicada na II Série do Diário do Governo, de 02 de agosto de 1937 e segundo estes, a sede e estabelecimento principal estava localizado na Rua Sá da Bandeira, tendo outros estabelecimentos: um na mesma rua e outro na Rua do Bonjardim, no Porto, e agências em Lisboa, Braga, Ovar e Matosinhos. Em 1939 os dois irmãos faleceram deixando uma instituição solidamente constituída. Em 1942, o capital social foi elevado para 30.000 contos e em 1950 era já de 60.000 contos. Se até 1954 a estratégia do banco foi a expansão nos meios urbanos, o desenvolvimento da rede viária interna abriu novas perspetivas de desenvolvimento nas zonas do interior. Abriu dependências em Vilar Formoso (posto para compra e venda de cambiais) e Amarante (1954). Em 1964, eram 30 os estabelecimentos do Banco Borges & Irmão: 13 agências, 10 dependências urbanas no Porto, 5 dependências urbanas em Lisboa, 1 posto em Vilar Formoso e 1 correspondência no Rio de Janeiro. Ainda em meados dos anos 60 estende-se a Angola e Moçambique. Entretanto, a correspondência do Rio de Janeiro é integrada no Banco Nacional de São Paulo

Nas décadas de 1970-1980, não obstante a nacionalização da banca, o alargamento da sua atividade foi notório e em 1995, as agências no País totalizavam 175 e as representações no exterior estendiam-se a França, África do Sul, Estados Unidos da América e Venezuela, principais pontos migratórios da população portuguesa de então.

Em 1996 a holding bancária BPI-SGPS adquire o Banco de Fomento Exterior e o Banco Borges & Irmão. Por Diário da República nº 164, III série, de 18 de julho de 1998, é confirmada a fusão do Banco Fonsecas & Burnay, do Banco de Fomento Exterior e do Banco Borges & Irmão para dar origem a uma nova instituição: o BPI – Banco Português de Investimentos.

Arrangement

Cronológico

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