Arquivo Histórico
PT | EN

Plano de classificação

Agência do Banco de Portugal em Évora

Ações disponíveis

Ações disponíveis ao leitor

Consultar no telemóvel

Código QR do registo

Partilhar

 

Agência do Banco de Portugal em Évora

Detalhes do registo

Nível de descrição

Fundo   Fundo

Código de referência

PT/BP/BP-ÉVORA

Título

Agência do Banco de Portugal em Évora

Datas de produção

1892-10-01  a  2009-12-31 

Dimensão e suporte

Livros e Caixas ; Centímetros; Papel

Entidade detentora

Banco de Portugal

História administrativa/biográfica/familiar

Por força do contrato de 10 de Dezembro de 1887 entre o Governo e a direção do Banco de Portugal, esta obrigava-se a criar Caixas Filiais e Agências nas capitais de distrito por contrapartida da detenção do monopólio da emissão de notas. Nesta sequência, e de harmonia com a Carta de Lei de 29 de Julho de 1887, ficaram a cargo do Banco de Portugal os serviços de Tesouraria do Estado, provisoriamente organizados a partir de 1 de Janeiro de 1888, tendo à sua frente o tesoureiro pagador do distrito; este desempenharia, de acordo com o Decreto nº 1 de 15 de Dezembro de 1887, as funções de agente provisório do Banco na casa onde funcionava a agência provisória, na Praça do Giraldo para os serviços de Tesouraria do Estado enquanto não se organizassem definitivamente os serviços das agências. A Agência definitiva iniciou a sua atividade a 1 de Outubro de 1892 data em que se reuniram Eduardo de Oliveira Soares e Alfredo Augusto dos Santos com Virgínio José Rolland, empregado do Banco e autorizado pelo Conselho de Administração a organizar a Agência definitiva e a nomear os dois, primeiros agentes. No distrito de Évora dominava, quase exclusivamente, a grande propriedade agrícola, sendo pouco importantes o comércio e a indústria. Embora o comércio fosse pouco significativo, à exceção dos cereais e gados, alguma indústria era relevante para a exportação, sobretudo cortiça e mármores, havendo ainda curtumes e moagem. A rede de correspondentes começou com o de Estremoz, mas cedo se sentiu necessidade de a alargar. Assim, em 1899, esta foi estendida a Borba e Montemor-o-Novo e em 1907 havia já correspondentes em Arraiolos, Mora, Redondo, Reguengos e Vila Viçosa. Mais tarde, Elvas e Estremoz passaram à categoria de correspondências privativas. Em 1945, a rede de correspondentes chegava a 15 localidades, cobrindo todo o distrito. Entre as tarefas de maior importância da Agência salientava-se o desconto, as transferências de fundos, empréstimos sobre penhores, operações cambiais, operações com o Tesouro e a recolha e troca de notas. Nos anos 30 tiveram bastante importância os descontos de warrants emitidos pela Federação Nacional dos Produtores de Trigo. Os principais problemas com que a Agência se defrontou foram: pouco volume do desconto, em virtude de restrições impostas pela Sede, além da concorrência de outros bancos da praça que praticavam taxas de juro inferiores. Em 1975 a Banca foi nacionalizada. Numa altura de instabilidade política e contração do investimento em todos os sectores de atividade, assistiu-se a uma elevada saída de massa monetária. A Agência conseguiu debelar a crise de liquidez e responder às solicitações, dando apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME's), no campo da atividade industrial, a fim de assegurar postos de trabalho e o pagamento dos salários. Mas foi a profunda alteração das estruturas fundiárias na região que veio influenciar, sobremaneira, a atividade da Agência, desde sempre estreitamente ligada à atividade agrícola. A Reforma Agrária traduziu-se, na prática, pela ocupação da maior parte das herdades que passaram a ser geridas por Unidades Coletivas de Produção (UCP's). Desta forma, os habituais utentes do crédito, ligados ao sector agrícola, deixaram de poder cumprir prazos de pagamento. Paralelamente foi instituído o Crédito Agrícola de Emergência para apoio às UCP's criadas. A Lei Orgânica de 1975, implementava a redução do desconto direto, beneficiando o redesconto. Este aumentou, sobretudo para o crédito agrícola de emergência, tendo o desconto direto ao público, cessado definitivamente em 1976. O Banco de Portugal assumia, cada vez mais, as suas funções de Banco central e de supervisão bancária em detrimento do de banco comercial. Ainda nesse ano acabava a rede de correspondentes bancários. Em 1977 encerrava a maioria das Agências concelhias, limitando-se os serviços, quase exclusivamente, às operações de Tesouraria e Tesouro Público. Com o fecho das agências de Estremoz e Elvas, parte dos empregados foi colocado na Agência de Évora que conheceu uma remodelação dos seus serviços, com a implementação, em 1978, dos Invisíveis Correntes, em Março, do serviço de Compensação em 28 de Junho e o de Apontes e Protestos em 3 de Julho. Em 1980, assistiu-se a um decréscimo nos serviços do Tesouro por terem sido implantadas novas modalidades de abastecimento das tesourarias públicas e novas formas de pagamento dos vencimentos do funcionalismo público. Foi também durante este ano que a Agência, por motivos de segurança, passou a funcionar em regime de "banco de acesso condicionado". Em 1981, iniciou-se o serviço de Operações de Capitais e no ano seguinte era-lhe atribuída competência para Operações de Mercadorias. Restringiu-se muito o crédito, mantendo-se o Crédito Agrícola de Emergência para a liquidação das responsabilidades existentes. O Crédito de Campanha na Agricultura e Pecuária começou a ser assegurado pelo IFADAP e pelas recém-constituídas CCAM's que concediam descontos com capitais próprios ou com fundos, postos à sua disposição pelo IFADAP. Em 1982 foi atribuído ao Banco de Portugal o papel de fiscalização e acompanhamento da atividade creditícia das CCAM's, Assim, outras tarefas foram sendo atribuídas à agência como a dos Processos Individuais de Empresa e Restrição ao uso de cheque, o que permitia às outras instituições de crédito, informação atualizada. Para isto foi importante a introdução, a partir de 1985, da informatização da Agência. Com a remodelação geral das Agências, nos anos 90, esta foi uma das que se manteve aberta ao público. EDIFÍCIO A Agência provisória começou por funcionar na antiga Casa do Celeiro da Câmara Municipal, na Praça do Giraldo, após obras de adaptação. Cedo se sentiu a necessidade de um edifício de raiz, para aí instalar definitivamente a agência. Optou-se pela compra de um terreno e de um edifício em ruínas, situados na Praça do Giraldo que tinham sido os antigos Paços do Conselho e da Cadeia Velha que a Câmara Municipal tencionava pôr à venda com o edifício onde, à presente data, funcionava a Agência. As obras de demolição das ruínas começaram em Maio de 1906. Um ano mais tarde, o Conselho de Administração decidiu entregar ao arquiteto Adães Bermudes o projeto do novo edifício que começou a ser construído a 1 de Agosto de 1907. Apresenta uma estrutura de dois pisos, sendo o piso térreo mais austero, todo em pedra, e o superior mais decorado, sendo em pedra os elementos decorativos como as pilastras e os frisos de ligação à cobertura. A fachada principal tem uma parte central mais saliente onde se destacam três enormes janelas de sacada, encimadas por molduras de arco e com pequenas varandas. A fachada é coroada na parte central por um frontão também em pedra. A instalação da Agência no novo edifício foi realizada em Novembro de 1909. Ao longo dos anos o edifício foi conhecendo várias obras de reabilitação e conservação. Em 1981 iniciou-se a compra de um prédio de um prédio na Rua da República, anexo ao edifício da Agência para fins de ampliação e reformulação do espaço. O projeto foi entregue ao Arq. Correia Guedes, tendo as obras começado em 1987, concluindo-se em 1988, com a instalação do pessoal a 29 de Agosto desse ano, nas novas e modernas instalações onde ainda hoje funciona.

Sistema de organização

Cronológico

Existência e localização de cópias

Nenhuma

Unidades de descrição relacionadas

PT/BP/BP-CG - Contabilidade Geral; PT/BP/BP-DEL - Delegações; PT/BP/BP-EE - Estatísticas e Estudos; BP-Obras;Para ver as fotografias da Agência consulte: PT/BP/COLFOT/ÉVORA;Para ver as Peças Desenhadas da Agência consulte: PT/BP/OB/PD/ÉVORA.