A criação da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA – Single Euro Payments Area) tem como objectivo principal reforçar a integração europeia com o estabelecimento de um mercado único de pagamentos de retalho. Neste espaço, os agentes económicos poderão efectuar e receber pagamentos em euros, tanto dentro de cada país, como entre países, sob as mesmas condições, direitos e obrigações.
Para concretizar este objectivo, a SEPA pressupõe a criação de instrumentos de pagamento pan-europeus – Transferências a Crédito, Débitos Directos e Cartões de Pagamento -, cujo funcionamento assentará em standards, procedimentos e, na medida do possível, infra-estruturas, comuns.
Os modelos técnicos e de negócio para as Transferências a Crédito SEPA e Débitos Directos SEPA são definidos pelo European Payments Council (EPC), nos Rulebooks e nas respectivas Implementation Guidelines (disponíveis em www.europeanpaymentscouncil.eu). Estes modelos baseiam-se nas especificações técnicas da Norma ISO20022 e visam assegurar um processamento automatizado dos pagamentos entre o pagador e o beneficiário dos fundos.
Para os ficheiros enviados pelos clientes para os bancos não está especificado um layout obrigatório, cabendo aos últimos a responsabilidade de implementar pelo menos um canal Customer-to-Bank (C2B) compatível com a SEPA. O EPC recomenda fortemente a utilização das mensagens standard ISO20022 XML definidas nas SEPA C2B Implementation Guidelines.
Neste enquadramento, a comunidade bancária portuguesa desenvolveu um formato harmonizado de comunicação, aplicável às transferências a crédito SEPA e aos débitos directos SEPA, com vista a facilitar a ligação entre clientes e bancos.
O presente documento descreve esse padrão, para utilização na relação Cliente - Banco pelas instituições aderentes da comunidade bancária nacional. Refira-se que alguns campos são definidos como opcionais, possibilitando assim o uso de serviços adicionais específicos.
A utilização de um layout harmonizado apresenta claros benefícios para a comunicação C2B (em especial para as empresas e organismos da Administração Pública), visando: (i) obviar à multiplicidade de formatos utilizados pelos clientes na sua relação com os bancos para a iniciação de instruções de pagamento; e (ii) oferecer às empresas e organismos da Administração Pública uma solução de comunicação eficiente e vantajosa em termos de custos.
Este conjunto de regras, práticas e standards, está alinhado com a recomendação do EPC no sentido da adopção da norma ISO20022, divulgando-se o formato XML por se considerar preferencial numa perspectiva de flexibilidade e maior estabilidade temporal.