Do Liberalismo à Regeneração
Em 1821, as Cortes Constituintes elaboram a primeira constituição portuguesa, com marcada inspiração liberal. A responsabilidade de determinar o valor, peso e tipo de moedas e de criar meios para o pagamento da dívida pública passa então a competir às Cortes. Nesta linha de preocupações de carácter financeiro é criado, nesse mesmo ano, o primeiro banco emissor no Continente - o Banco de Lisboa.
A emissão regular de notas implica a existência de um conjunto de operações e procedimentos de carácter técnico que visam os aspectos relacionados com a segurança, procurando simultaneamente dar-lhe a credibilidade necessária à sua aceitação pelo público, para além das preocupações de carácter estético na escolha dos elementos iconográficos a usar na sua concepção. Para tal tarefa sempre se escolheram artistas com créditos firmados - o desenho das primeiras notas do Banco de Lisboa foi confiado a Domingos Sequeira.
Em 1835 assiste-se a uma nova reforma monetária que adopta o sistema decimal.
A grande instabilidade política, social e económica levam o Banco de Lisboa a suspender o pagamento das notas.
Da fusão do Banco de Lisboa e da Companha Confiança Nacional nasce, a 19 de Novembro de 1846, o Banco de Portugal.