O Dinheiro no Ocidente Peninsular

O dinheiro, tal como hoje o entendemos, é uma "invenção" relativamente recente. No entanto, ao longo dos tempos, o homem encontrou soluções bastante diversificadas que facilitaram as suas transacções.
O homem pré-histórico vivia em economia recolectora, tendo passado posteriormente a produzir e a trocar os bens de que necessitava. Mais tarde assiste-se à troca feita com base no valor de um artigo reconhecido entre as sociedades – o artigo padrão. A moeda, com as características que hoje lhe conhecemos, surge no Ocidente, cerca de 700 a.C., na Lídia (Ásia Menor).
Na mesma época, na China, utilizava-se uma forma diferente de "dinheiro", em bronze, com a forma de cauris e de utensílios miniaturizados.
Os recibos passados por mercadores chineses, há mais de mil anos, são considerados como a primeira forma de papel moeda. Já no século XIV, o governo chinês emite "notas".
Na Europa, as primeiras notas foram emitidas pelo Banco de Estocolmo em 1661. Em Portugal Continental, as primeiras notas entraram em circulação em 1822.
A exposição procura reflectir, através do dinheiro, nas suas diferentes formas, a evolução histórica, socioeconómica e também artística, que caracterizam a sociedade portuguesa e os povos que, antes da fundação do Reino, habitaram o ocidente peninsular.
Por ser a moeda um documento histórico, rico em informação iconográfica, económica e financeira, a exposição pretende, para além de salientar os aspectos já mencionados, evidenciar a evolução das Armas Nacionais.