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Imagem com a fachada da Sede do Banco de Portugal

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Fundo: Companhia das Obras Públicas de Portugal

Data de criação: 1844/12/19

Data de extinção: 1856/01/02

Origem: Por escritura pública de 19 de Dezembro de 1844, um grupo de capitalistas - Carlos Morato Roma, Francisco Ribeiro da Cunha, Joaquim Honorato Ferreira, José Maria Eugénio de Almeida, Manuel Cardoso dos Santos, Manuel Gomes da Costa São Romão e Tomás Maria Bessone - formam uma Companhia denominada Companhia das Obras Públicas de Portugal, que se propunha "fazer todas as grandes obras que forem legalmente autorizadas para o melhoramento das comunicações no país…", aprovada, bem como os seus Estatutos, por Decreto da mesma data.
 
O seu capital social era fixado em 20 000 contos, dos quais o Banco de Lisboa subscreve 4 000 e outro tanto a Companhia Confiança Nacional.
A 1 de Março de 1845, a Companhia celebra um contrato com o Governo, pelo qual aquela se encarregava de fazer as obras necessárias para o melhoramento das comunicações no País, nomeadamente a abertura e melhoramento de diversas estradas, a construção da linha de Caminho de Ferro de Leste, o melhoramento da barra e a construção da Alfândega do Porto, a estrada de circunvalação de Lisboa, uma casa penitenciária e outras que o Governo designasse. A aprovação dos planos e a fiscalização das obras eram reservadas ao Governo.
Era concedido à Companhia o exclusivo de estabelecer todo o serviço de diligências, carruagens de posta, carros de transporte, etc., para a condução de passageiros e mercadorias nas estradas e caminhos de ferro que construísse ou melhorasse, gozando deste privilégio durante 40 anos nas estradas e 99 anos nos caminhos de ferro.
Apesar das facilidades concedidas, a Companhia não conseguiu levar por diante o seu ambicionado plano e com graves dificuldades financeiras entra rapidamente em declínio, tendo-se encarregado apenas da construção e melhoramento de algumas estradas e efectuado os estudos para a estrada de circunvalação de Lisboa e caminhos de ferro de leste, cuja construção não conseguiu levar a cabo, pois as suas funções foram sendo substituídas por outras companhias que entretanto apareceram e com as quais o Governo celebra contratos (Companhia Utilidade Pública, Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro de Portugal). Terminava assim, com saldo negativo, esta companhia no final do ano de 1855, tendo encerrado a sua escrita a 2 de Janeiro de 1856.
O arquivo proveniente desta Instituição e que chegou até nós é constituído apenas por livros de contas e registos de correspondência expedida, num total de 12 unidades, abrangendo os 10 anos em que funcionou e documentando a sua actividade.  

Datas da documentação: 1845-1856

N.º items: 12
Dimensão: 0,37 ml

Instrumentos de descrição: Arquivo da Companhia das Obras Públicas de  Portugal (Col. Inventários, 7)
Acessibilidade – Sem restrições de consulta

Toda a documentação está microfilmada e digitalizada.  
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