Actividade internacional
A actividade do Banco de Portugal desenvolve-se num contexto internacional, o que se explica quer por razões económicas fundamentais, associadas à própria lógica global do sistema económico e financeiro actual, quer por razões de enquadramento institucional, uma vez que Portugal, além de membro de vários organismos internacionais, é um dos Estados-Membros da União Europeia que integra a área do euro.
A actividade internacional do Banco de Portugal distribui-se, assim, por vários fóruns internacionais, participando e intervindo nas discussões e decisões com relevância directa ou indirecta para a economia portuguesa ou para a área monetária de que faz parte. Essa participação expressa-se, designadamente, no acompanhamento dos grandes temas e debates da economia mundial, no processo de análise, discussão e decisão de políticas, na concepção de estratégias e na definição da arquitectura do sistema financeiro internacional, e ainda na preparação, contribuição e adaptação técnica para uma participação eficiente e de acordo com os padrões e códigos de boas práticas internacionais subscritos.
Da actividade internacional do Banco de Portugal destaca-se a sua actuação no Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), que integra o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais nacionais dos 27 Estados-Membros da União Europeia, e, em especial, no Eurosistema, o sistema de bancos centrais da área do euro, que engloba o BCE e os bancos centrais nacionais dos países da área do euro.
Merece igualmente destaque a participação regular do Banco de Portugal nas actividades do Comité Económico e Financeiro (CEF), criado pelo Tratado que instituiu a Comunidade Europeia, que constitui um importante espaço de diálogo entre representantes dos ministérios das finanças, bancos centrais nacionais, Comissão Europeia e BCE, e no Comité Europeu do Risco Sistémico (ESRB).
Uma importante vertente da actividade internacional do Banco de Portugal é a cooperação com outros bancos centrais e autoridades monetárias, principalmente dos PALOP e de Timor-Leste, englobando ainda economias emergentes e outros países de baixo rendimento.