www.bportugal.pt

Menu topo

Imagem com a fachada da Sede do Banco de Portugal

Menu lateral

Introdução física do euro

A substituição das moedas nacionais pelo euro foi analisada pela primeira vez em 1994 pelo Instituto Monetário Europeu (IME). As actividades preparatórias decorreram ao longo de vários anos.

Em 1 de Janeiro de 2002, o euro foi introduzido em 12 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal. A Eslovénia adoptaria o euro em 2007, seguida do Chipre e Malta (2008), da Eslováquia (2009) e da Estónia (2011). Hoje, as notas e moedas de euro têm curso legal e poder liberatório em 17 dos 27 Estados-Membros da União Europeia.

Os 10 Estados-Membros não participantes são: Bulgária, Dinamarca, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia e Suécia.

Processo de troca em Portugal

A troca efectiva teve início, em Portugal, em Setembro de 2001, com a operação de distribuição antecipada de notas e moedas (frontloading) às instituições de crédito.

Em termos globais, na introdução física do euro destacaram-se quatro grandes áreas de actuação: a distribuição do euro, a recolha do escudo, a formação dos profissionais que lidam com numerário e a campanha de informação.

A quota-parte de notas de euro atribuída ao Banco de Portugal foi, essencialmente, produzida pelo impressor Valora, SA. A nota de euro foi levantada pelas empresas de transporte de valores e distribuída às instituições de crédito, de acordo com os seus pedidos e em conformidade com uma programação previamente realizada.

A moeda de euro foi produzida pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM). A sua distribuição obedeceu a um esquema semelhante ao da nota, tendo-se iniciado a distribuição antecipada em Setembro de 2001, a partir de Alcochete.

Além da distribuição às instituições de crédito (frontloading), foram também distribuídas antecipadamente notas e moedas às grandes empresas e retalhistas (subfrontloading), operação que decorreu durante o mês de Dezembro de 2001. Por último, a partir de 17 de Dezembro de 2001, foram vendidos mini-kits ao público nas tesourarias do Banco de Portugal e nos balcões das instituições de crédito, no valor de 10 euros, com uma combinação de todas as denominações de moeda metálica corrente.

Ainda no capítulo da distribuição, destaca-se a conversão dos caixas automáticos - ATM (Automated Teller Machines). A estratégia seguida permitiu que no dia 31 de Dezembro de 2001 ainda fosse possível levantar escudos, sendo as máquinas adaptadas de forma rápida e progressiva nos dias seguintes; no final do dia 1 de Janeiro de 2002, 63% dos ATM disponibilizavam euros, tendo-se atingido os 100% logo no dia 4 de Janeiro.

A recolha do escudo começou em Janeiro de 2002: até Maio desse ano foi recolhido 95% do valor total das notas em circulação em 31 de Dezembro de 2001. No caso da moeda, a operação foi mais difícil: dada a complexidade do seu tratamento e manuseamento, até 31 de Maio de 2002 a recolha situava-se em apenas 33%.

As notas de escudo recolhidas foram verificadas quanto à sua autenticidade e posteriormente destruídas nos centros de escolha do Banco de Portugal: de Janeiro a Maio, foram trabalhados cerca de 418 milhões de notas de escudo e destruídos 358 milhões. A moeda de escudo foi armazenada em Alcochete, à ordem da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)  e da Direcção-Geral do Tesouro (DGT).

Paralelamente a estas operações, o Banco de Portugal realizou acções de formação que abarcaram diversos agentes: entre outros, o sistema financeiro, as autoridades policiais e as empresas de distribuição.

Foi desenvolvida uma campanha de informação com diversas vertentes: estabelecimento de parcerias, organização de conferências, produção e distribuição de material informativo e inserções publicitárias na imprensa e televisão.

Em termos globais, a substituição do escudo pelo euro decorreu sem problemas, particularmente no caso da nota, em que o rácio de progresso do euro no fim de Janeiro era de 84% e no fim de Maio 95%. A distribuição da nota foi rápida, devido ao sucesso da operação de conversão das ATM, e a recolha desenrolou-se com normalidade. A circulação da nota de euro rapidamente atingiu valores estáveis, ainda que um pouco inferiores aos homólogos para a nota de escudo. Os depósitos e os levantamentos de notas de euro, após um primeiro mês de valores anormais, atingiram uma relativa estabilidade.

Acessibilidade [D] Optimizado para uma resolução de 1024x768 pixeis
Banco de Portugal © 2009 Todos os direitos reservados.